sexta-feira, 13 de julho de 2012

Não tenha pressa!!! - Por Juliana Turatti (do Grupo Sementes do Bem)


13 de Julho de 2012 17:07

 
Tenho uma amiga que diante das circunstâncias mais difíceis costuma afirmar: “E isto também passará!” Pura verdade. Tudo passa. Nada permanece inalterado. Nada permanece o tempo todo, do mesmo modo, no mesmo lugar. Inclusive aquilo que gostaríamos que não passasse nunca. Aprendi, embora tantas vezes esqueça e as circunstâncias me convidem a relembrar, que a ordem natural das coisas é a fluência, o movimento. O fechamento de um ciclo e a inauguração de outro. Siga o caminho naturalmente...

quinta-feira, 12 de julho de 2012

O QUE SOMOS E QUE RECADO A VIDA NOS DÁ?


                                                                     Foto: Ezio José da Rocha





Luiz Carlos Nogueira





O que somos afinal?
Um aglomerado de  átomos
atraídos pelo acaso?
Somos o pó ou fuligem das estrelas
que despencou do céu,
causando noite escura em nossas almas?

Ou somos iguais a chama da vela,
bruxuleantes na escuridão?
Ou somos como coriscos ligeiros e breves,
que ferem a esmo, sem culpas, mas sem perdão?

De onde viemos e para onde vamos,
na pressa do dia-a-dia, sem completarmos a tarefa inteira?
O que decidirmos fazer, devemos agir imediatamente,
sem deixarmos para a tarde, o que podemos realizar pela manhã?

Estamos sujeitos ao destino,
que faz com que o Sol se apague
todo o final de dia?
Somos como barcos sem leme, levados pelo vento
até que se arrebentem nos penhascos?

Não é possível que sejamos como estes versos sem rimas.
Devemos esperar que tudo de ajeite por si só?
Ou devemos ser como uma alavanca no meio social?
Afinal que recado a vida nos dá?: Carpe diem!?




Carpe Diem é uma frase em latim de um poema de Horácio, e é popularmente traduzida para colha o dia ou aproveite o momento. É também utilizado como uma expressão para solicitar que se evite gastar o tempo com coisas inúteis ou como uma justificativa para o prazer imediato, sem medo do futuro (Wikipédia).

terça-feira, 10 de julho de 2012

Lâmpadas Eternas ?











Luiz Carlos Nogueira







Há quem acredita na hipótese de que a alquimia tenha surgido no Egito Antigo e depois se transformado na química como hoje a conhecemos. Por conseguinte, segundo aquele povo, teria sido ele quem inventou as “Lâmpadas Eternas” ou as “Lâmpadas Perenes”,  ou ainda, se preferirem, as “Lâmpadas Perpétuas”, porquanto as almas das pessoas mortas vagavam pelo astral, por 3 mil anos, mas nunca se distanciando do corpo no qual estavam ligadas pelo cordão místico de prata, que somente elas podiam rompê-lo (Bíblia Sagrada Católica – Eclesiastes, 12:6: “antes que se rompa o cordão de prata, que se despedace a lâmpada de ouro, antes que se quebre a bilha na fonte, e que se fenda a roldana sobre a cisterna;.”). De tal sorte que seus familiares e amigos acreditavam na necessidade de ter uma lâmpada sempre acesa, simbolizando a incorruptibilidade e a imortalidade da personalidade-alma, além do que propiciava para que ela pudesse romper os laços que a prendiam aos seus restos mortais e assim poder se juntar com o EU divino.

Dizem os Kabalistas que Moisés teria aprendido com os egípcios, a fórmula com a qual fabricara uma lâmpada perene para alumiar, dia e noite, o tabernáculo erigido para a habitação do Altíssimo, conforme Ele teria ordenado, como está escrito na Bíblia Sagrada Católica – Êxodo, 27:20: [...] “Ordenarás aos israelitas que tragam para o candelabro, óleo puro de olivas esmagadas, a fim de manter acesa a lâmpada continuamente.” [...]


Helena Petrovna de Blavatsky[i], afirmou que: “[...] Santo Agostinho, a autoridade católica, também descreve uma lâmpada do templo de Vênus, da mesma natureza que as outras, inextinguível pelo vento mais violento ou pela água.”[...] “Quanto às lâmpadas pagãs, Santo Agostinho assegura-nos que elas eram obra do demônio, ‘que nos engana de mil maneiras’”

Ainda, conforme a Sra. Blavatsky: “[...]alguns dos 173 autores que escreveram sobre o assunto. Nenhum deles, como lembramos, afirmou que essas lâmpadas sepulcrais queimariam perpetuamente, mas apenas por um número indefinido de anos, e exemplos se registram de sua contínua iluminação por muitos séculos. Não se negará que, se existe uma lei natural pela qual uma lâmpada pode queimar sem ser alimentada durante dez anos, não há razão por que a mesma lei não permita a combustão por cem ou mil anos.

Entre muitas personagens de renome que acreditavam firmemente e afirmaram energicamente que tais lâmpadas sepulcrais queimavam por vários centenas de anos, e que poderiam continuar a queimar talvez para sempre, se não tivessem sido extintas, ou os vasos quebrados por algum acidente, podemos incluir os seguintes nomes: Clemente de Alexandria, Hermolaus Barbarus, Apiano, Burattinus, Citésio, Célio, Foxius, Costaeus, Casalius, Cedrenus, Delrius, Ericius, Gesnerus, Jacobonus, Leander, Libavius, Lazius, Pico dela Mirandola, Eugênio Filaletes, Liceto, Maiolus, Maturantius, Batista Porta, Pancirollus, Scardeonius, Ludovicus Vives, Voltarranus, Paracelso, vários alquimistas árabes e, finalmente Plínio, Solinus, Kirches e Alberto Magno.”[..]

Relata, ainda, Blavatsky, que Licetus escreveu uma espécie de jornal de duas folhas grandes dobradas como um livro, para registrar que em seu tempo, sempre que um sepulcro era aberto, uma lâmpada ardente era encontrada na tumba, mas extinguia-se instantaneamente devido à profanação. Tito Lívio, Burattinus e Michael Schatta, em suas cartas a Kirches, afirmam que encontraram muitas lâmpadas nas cavernas subterrâneas da velha Mênfis. Pausânias fala da lâmpada de ouro no templo de Minerva, em Atenas, que ele afirma ser obra de Calímaco, e que queimava durante um ano inteiro. Plutarco afirma que viu uma no templo de Júpiter Amon, e que os sacerdotes lhe asseguraram que ela queimava continuamente há anos, e que, mesmo quando colocada ao ar livre, nem o vento nem a água podiam extingui-la. Santo Agostinho, a autoridade católica, também descreve uma lâmpada do templo de Vênus, da mesma natureza que as outras, inextinguível pelo vento mais violento ou pela água. Encontrou-se uma lâmpada em Edessa, diz Cedrenus, "que, oculta no topo de uma certa porta, queimou durante quinhentos anos". Mas, de todas as lâmpadas, a mencionada por Maximus Olybius de Pádua é de longe a mais extraordinária. Ela foi encontrada nas proximidades de Ateste, e Scardeonius a descreve de maneira muito viva: "Numa ampla urna de argila havia uma outra menor, e nesta uma lâmpada ardente, que assim queimava há 1.500 anos, por meio de um licor puríssimo contido em duas vasilhas, uma de ouro e outra de prata. Estas estavam confiadas à guarda de Franciscus Maturantius, que as avaliava por um valor extraordinário".

A lâmpada de Antióquia, que queimou mil e quinhentos anos, num lugar público e aberto, sobre a porta de uma igreja, foi preservada pelo "poder de Deus", "que fez um número tão infinito de estrelas para queimar com luz perpétua". Sustentavam os cristãos durante o papado de Paulo III, que quando da abertura da tumba na via Ápia, em Roma, foi encontrado o corpo de uma jovem, imerso num líquido brilhante que a preservou tão bem que a face era bela como se estivesse viva. A seus pés queimava uma lâmpada, cuja chama se apagou quando o sepulcro foi aberto. Segundo alguns sinais gravados, descobriu-se que ela fora sepultada há mais de 1,500 anos e supôs-se que era o corpo de Tulliola, ou Tullia, filha de Cícero.

Os químicos e os físicos dizem não ser possível a existência das lâmpadas perpétuas porque tudo o que é transformado em vapor ou fumaça não pode ser permanente, e portanto, deve consumir-se; assim, como a alimentação de óleo de uma lâmpada acesa é exalado como o vapor, pela ação do fogo, por esse motivo ela não pode ser perpétua, pois necessita de alimento.

Por outro lado, Os alquimistas, negam que toda a alimentação do fogo ateado deve necessariamente converter-se em vapor. Eles dizem que há coisas na Natureza que não só resistem à ação do fogo e permanecem inconsumíveis, mas também se mostram inextinguíveis pelo vento ou pela água. Numa antiga obra química do ano de 1.705, intitulada Nekpornoeia, o autor dá numerosas refutações às pretensões de vários alquimistas. Mas, embora negue que se possa fazer um fogo queimar perpetuamente, ele está propenso a acreditar na possibilidade de uma lâmpada queimar por vários séculos. Além disso, diz Blavatsky: “temos numerosos testemunhos de alquimistas que devotaram anos a essas experiências e chegaram à conclusão de que isso era possível.”

Os possíveis ingredientes no fabrico de tais lâmpadas, teriam tido preparações peculiares de ouro, prata e mercúrio, assim também como da nafta, petróleo e outros óleos betuminosos. Os antigos alquimistas admitiam também, a possibilidade de se terem utilizado o óleo de cânfora e âmbar, o Lapis asbestos seu Amianthus, o Lapis Carystius, Cyprus e Linum vivum se Creatum, como ingredientes dessas lâmpadas, pois afirmavam que tal matéria poderia ser preparada com ouro e prata, reduzida a fluido, e indicam que o ouro é o pabulum mais conveniente para produzir uma maravilhosa chama, porquanto de todos os metais, o ouro é o que menos se gasta ao ser queimado ou fundido, além do que, pode reabsorver a sua umidade oleosa assim que seja exalada, podendo realimentar continuamente a sua própria chama.

Maturantius e Citesius acreditavam que a confecção dessas lâmpadas podia se dar por um processo puramente químico, utilizando esse licor de mercúrio conhecido pelos alquimistas como Aqua Mercurialis, Materia Metallorum, Perpetua Dispositio e Materia prima Artis, e também, Oleum Vitri. Segundo relato em Isis sem Véu, Trithemius e Bartholomeo Korndorf fizeram os preparos para o fogo inextinguível, deixando suas receitas, contidas nas notas da citada obra (pág.305), assim como os nomes mencionados, que são de personalidades pouco conhecidas na atualidade, estão mencionados nas notas das páginas 283 e 284.

Matérias relacionadas (a título de curiosidades):

1-) Voceamil

2-) Boca Aberta

3-) Luis Nassif On Line

4-) Mitologias e Mistérios:

5-) Guinness Brasil

6-) Jornal Lívre

7-) Colégio Academia



[i] Ísis Sem Véu, Vol. I –Ciência, tradução de Mário Muniz Ferreira e Carlos Alberto Feltre, com revisão técnica de Joaquim Gervásio de Figueiredo, Ed.Pensamento, S.Paulo, 1995.




segunda-feira, 9 de julho de 2012

Dádiva - Por (*) João Bosco Leal


6 de julho de 2012 


Em uma palestra que vi na internet, um fotógrafo revela como, durante quatro horas por dia e sete dias por semana, acompanhou fotograficamente uma flor desde seu nascimento, e como isso o fez perceber o quanto deveria ser grato por cada segundo vivido.

Enquanto falava, na parede atrás eram projetadas as imagens dos delicadíssimos movimentos das plantas, de gotas de águas que sobre elas caíram, o aparecimento de suas cores, a abertura de cada pétala até sua total exposição, amadurecimento, polinização por abelhas.

Lembrou sua plateia de que 80% de tudo o que sabemos chega ao nosso conhecimento através dos olhos, mas poucos são os que realmente enxergam o que olham à sua volta.

Com imagens e exemplos maravilhosos a palestra realmente chama a atenção para como, diariamente desprezando maravilhosos acontecimentos, passamos pela vida sem vivê-la e como somos ingratos por não estarmos constantemente agradecendo pela benção que é viver.

Quantas vezes ao acordar e começarmos um novo dia, olhamos para o sol nascendo e observamos a diferença de seus raios em relação ao dia anterior, o tempo mais aberto ou fechado, seco ou úmido, chovendo ou não, calor ou frio? Parece bobagem, mas jamais existiu ou existirá um momento como aquele, único, com milhares de variações de luminosidade, intensidade, umidade, cores e temperaturas.

O formato, a posição, as cores e a velocidade das nuvens variam milhões de vezes durante um único dia, e raras são as pessoas que em alguma oportunidade pensaram sobre isso, pois a maioria imagina que isso é uma enorme bobagem, que não existe nenhuma importância nesse fato.

Realmente, o formato das nuvens teoricamente em nada mudará sua vida, mas através de sua densidade, cor e velocidade é que a ciência consegue obter dados que, em conjunto com outras informações, permitem determinar a temperatura e as precipitações ou não nos próximos dias, o que influenciará significativamente o plantio, o desenvolvimento e a colheita de todos os alimentos que necessita para sua sobrevivência e comprova o quanto somos conectados e integrados a tudo o que está à nossa volta, principalmente a natureza.

Além das informações visuais, nosso cérebro recebe milhares de outras, de fontes diversas, como a diferença de temperatura climática, entre a água ou um objeto quente ou frio, o som do vento nas árvores ou o cheiro emanado da terra quando chove e a reação a qualquer dessas informações provoca um sentimento único, que faz com que em cada segundo de nossa vida tenhamos uma situação, história, que jamais se repetirá.

Nas observações feitas com os olhos e registradas em fotografias, podemos notar como o orvalho provocado por uma queda de água em um rio, nunca foi e jamais será igual, pois dependendo da intensidade do vento que o sopra, muda a cada instante, assim como o arco íris que jamais teve ou terá a mesma espessura, tamanho, tonalidade das cores ou estará no mesmo local.

Os olhos, as mais perfeitas máquinas fotográficas que existem, não utilizam filmes ou imagens digitais registradas em megapixels, mas exigem uma mente aberta para a recepção e processamento de suas informações, que serão entendidas de forma totalmente distintas por cada ser humano e, quando passamos a enxergar cada um desses detalhes, somos levados a refletir sobre aspectos que podem alterar significativamente nosso modo de ver e entender tudo o que vivemos.

Abra sua mente para as informações recebidas e perceba como, a cada segundo, deve ser grato pela maravilhosa dádiva que é sua vida.

(*) João Bosco Leal - jornalista, reg. MTE nº 1019/MS, escritor, articulista político, produtor rural e palestrante sobre assuntos ligados ao agronegócio e conflitos agrários.

MATÉRIA ENVIADA PELO AUTOR, PARA PUBLICAÇÃO, SOB SUA EXCLUSIVA RESPONSABILIDADE – VEJA-A NO SEU SITE, CLICANDO AQUI.

sábado, 7 de julho de 2012

A CONVICÇÃO DOS ANTIGOS EGÍPICIOS SOBRE A CONTINUIDADE DA VIDA "POST MORTEM" E O JULGAMENTO DE OSÍRIS














Luiz Carlos Nogueira









Segundo Curuppumullage Jinarajadasa[i]: “Talvez seja na antiga religião do Egito que vamos encontrar as mais extraordinárias ideias - extraordinárias para os cristãos - acerca da morte”, pois, no Antigo Egito as pessoas tinham muita convicção da existência da vida além túmulo. Tanto que era costume desde muito cedo prepararem seus túmulos para serem colocados quando morressem.


Também, se fossem pessoas de muitos recursos financeiros, providenciavam para que fossem gravados nas paredes dos seus túmulos, os principais registros que costumavam colecionar, a respeito dos acontecimentos que consideravam importantes durante suas existências terrenas. E era comum entre as pessoas mais instruídas, se iniciarem em cerimônias através das quais pudessem obter noções da vida post mortem.


Jinarajadasa dá como possível, a informação de que alguns ensinamentos místicos adotados num determinado grau da Maçonaria, teriam sido transcritos ou adaptados do Livro dos Mortos do Antigo Egito, cujos determinados capítulos foram encontrados em cada múmia em seus sarcófagos. Por exemplo, com a múmia Ani, existente no Museu de Londres, foi encontrado um papiro contendo vários capítulos e ilustrações desse livro, no qual contém representações de cerimoniais para serem realizados depois da morte de um egípcio (ou egípcia). Na referida cerimônia a personalidade-alma da pessoa morta era conduzida pelo deus Anúbis, para ser submetida ao julgamento do deus Osíris.


O julgamento consistia de colocar num prato de uma balança, um pequeno jarro simbolizando o coração do julgando; e, no outro prato, uma pena simbolizando a Verdade, de tal sorte que se os pratos da balança permanecessem na posição horizontal, a personalidade-alma da pessoa em julgamento estaria livre para viver no além-túmulo com os outros também considerados bem-aventurados. Mas, se no julgamento, a pena da Verdade eleva-se e o coração da personalidade-alma baixa na balança, ela é condenada e lançada à boca de um monstro, descrito na cena, para que ela pereça completamente e seja aniquilada. O deus Toth que ficava com uma tabuleta, perto da balança, na qual deveria escrever o julgamento.



Havia, antes do julgamento, um momento solene em que a personalidade-alma devia proferir a chamada “Confissão a Maat"[ii], cuja fórmula era a seguinte:


Confissão a Maat

“Glória a Ti, Ó Grande Deus, Mestre de toda Verdade! Venho à Tua presença,  
Ó meu Deus, para diante de Ti tomar consciência de Teus decretos.  
Eu Te conheço e comungo contigo e com Tuas Quarenta e Duas leis que habitam contigo nesta Câmara de Maat...
E nessa verdade que venho comungar contigo, e Maat está em meu pensamento e em minha alma. 
 Por ti destruí a maldade. 
Não fiz nenhum mal à humanidade. 
Não oprimi os membros de minha família. 
Não forjei o mal em lugar da Justiça e da Verdade. 
Não convivi com homens indignos. 
Não pedi para ser considerado o primeiro. 
Não obriguei pessoa alguma a um trabalho excessivo em meu favor. 
Não apresentei meu nome para ser objeto de honrarias. 
Não espoliei os pobres tomando seus bens. 
Não fiz homem algum passar fome. 
Não fiz ninguém chorar. 
Não infligi qualquer sofrimento a um homem ou animal. 
Não espoliei nenhum templo de suas oblações. 
Não adulterei nenhum padrão de medida. 
Não invadi os terrenos de outros. 
Não roubei terras. 
Não adulterei os pesos da balança para enganar o vendedor. 
Não falsifiquei a indicação do ponteiro para enganar o comprador. 
Não tirei o leite da boca das crianças.
Não desviei a água de onde ela devia correr. 
Não apaguei a chama quando ela devia queimar. 
Não repeli Deus em Suas manifestações.” 
 “Sou puro! Sou puro! Sou puro! 
Minha pureza é a pureza da Divindade do Templo Sagrado. 
Por isso o mal não me acometerá neste mundo, eis que conheço as leis de Deus que são Deus. Cro-Maat!”



[i] Os Sete Véus Sobre a Consciência; traduzido pela equipe do “Serviço de Divulgação Teosófica da Sociedade Teosófica no Brasil”, Editado pela Cooperativa Cultural dos Esperantistas, Gráfica Editora Esperanto, RJ, 1952.

[ii] Maat: Palavra egípcia que significa verdade. O Símbolo Maat era uma pena. Cro-Maat significa “A verdade se manifestará”, ou “Assim seja”. A Confissão a Maat foi extraída da confissão que era feita na Câmara de Maat, nos Templos Egípcios de Iniciação, e que se encontra no Livro dos Mortos do Antigo Egito. (Glossário Rosacruz, 1ª Ed. 1967, preparada por Ruth Phelps, bibliotecária de pesquisa da Amorc)

quarta-feira, 4 de julho de 2012

ENCONTRO DE FERNANDO PESSOA COM ALEISTER CROWLEY (A BESTA 666)






(Adaptado do livro "Fernando Pessoa na Intimidade", de Isabel Murteira França. Publicações Dom Quixote, Lisboa 1987.)



Crowley era um ocultista famoso. Pessoa, lendo numa publicação inglesa o seu horóscopo com alguns erros, escreveu-lhe a corrigir, já que era um profundo conhecedor e praticante de astrologia. 

Efectivamente Crowley ficou admirado com os conhecimentos de Pessoa, e sempre pronto a viajar resolveu vir até Portugal, para conhecer o poeta. O encontro não foi assim tão idílico como seria de prever, já que Pessoa deve ter-se apercebido rapidamente dos desequilíbrios psíquicos e espirituais graves que Crowley tinha e ensinava. De qualquer forma prestou-se a colaborar na encenação do suicídio de Crowley na Boca do Inferno, o que permitia a este escapar incógnito não só das suas amantes como até do conhecimento do público. De facto ele tinha sido um agente duplo dos ingleses e dos alemães, e era uma figura cujo paradeiro e actividades, por vezes as mais perigosas, interessava saber-se. 

Crowley vinha acompanhado de uma maga alemã, Miss Jaeger, também ela uma figura controversa da cena mágica, tendo escrito cartas a Fernando, assinando com um pseudônimo ocultista. 
Aleister Crowley foi um mago da linha cinzenta ou negra, em que o egoísmo predomina sobre o altruísmo e os fins justificam os meios. É sabido como ele utilizou a droga, o sexo e a violência nos seus rituais e na sua vida. Forçosamente que certas pessoas são atraídas por um lado ou outro destes aspectos. Porém, Pessoa nesta idade, já extremamente lúcido e conhecedor dos perigos do ocultismo, não quis naturalmente ligar-se nem com o mago nem com a maga, e seguiu sozinho uma via cada vez mais mística num sentido de adesão aos princípios puros dos Rosa-Cruzes e dos Templários. Era, como ele dizia, um cristão gnóstico e iniciado na Ordem Templária de Portugal. 

Crowley viveu algum tempo na Alemanha e morreu em Hastings, Inglaterra. 


Fonte: Fernando Pessoa Obra Poética - http://www.insite.com.br/art/pessoa/ (home)


3-) Curiosidades:


6-) Encontro com Aleister Crowley


Sobre Aleister Crowley:



segunda-feira, 18 de junho de 2012

A eletricidade é matéria? Um bom assunto para discussão.








Luiz Carlos Nogueira








“[...]
Em 1882, o Presidente da Sociedade Teosófica, Coronel Olcott, foi criticado por sustentar em uma de suas conferências que a Eletricidade é matéria. É, no entanto, o que ensina a Doutrina Oculta. Podem-se dar à Eletricidade os nomes mais cômodos de "Força" ou "Energia", enquanto a ciência européia não souber algo mais a seu respeito; mas na realidade outra coisa não é senão matéria, tal como o Éter, por ser também atômica, a despeito de vários graus a distanciarem deste último. Parece ridículo pretender que uma coisa, por ser imponderável para a ciência, não possa ter o nome de matéria. A Eletricidade é "imaterial" no sentido de que as suas moléculas não são suscetíveis de percepção ou de experiência; sem embargo, pode ser atômica (e os ocultistas o afirmam), sendo, portanto, matéria. Conceda-se, porém, que seja anticientífico tratá-la em termos semelhantes; uma vez que a ciência a considera como fonte de Energia, ou simplesmente a chama Força e Energia, como é possível pensar em Força ou Energia sem lhe acrescentar a idéia de Matéria?

O matemático Maxwell, uma das maiores autoridades em assuntos de eletricidade e fenômenos elétricos, disse há alguns anos que a eletricidade é matéria, e não simplesmente movimento. [...]”

Este texto foi extraído do livro A Doutrina Secreta, Vol. I, Cosmogênese, de Helena Petrovna Blavatsky, traduzido por Raymundo Mendes Sobral, para a Editora Pensamento, São Paulo, Copyright ©1973 pela Sociedade Teosófica no Brasil, pág. 161, para suscitar discussão desapaixonada ou pesquisas nas fontes científicas sérias, como forma de aumentarmos nossos conhecimentos.