quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Pressas, erros e indelicadezas


14 de novembro de 2011

Por João Bosco Leal

As novas tecnologias e redes sociais nos permitem saber de pessoas que haviam sumido de nossas vidas, das quais nunca mais soubemos.


Agora estão ali, a uma tecla da reaproximação, mas acontecimentos passados, alguns tolos e outros de maior gravidade, nos levam a algumas dúvidas, se seremos aceitos ou se ainda que virtualmente, queremos esse reencontro.


Só com o tempo, a maturidade e oportunidades como estas, acabamos entendendo que muitas pessoas que passaram por nossas vidas poderiam ter permanecido se não tivéssemos sido tão infantis, intransigentes, egoístas e donos da verdade.


Quando jovens, imaginando já sermos muito sabidos, frequentemente discutimos com os mais velhos e nos rebelamos por nada, brigamos por pouco e realizamos diversas atividades que, já mais experientes, certamente não repetiríamos.


Aceleramos o veículo, mesmo quando teremos de frear no sinaleiro da próxima esquina e temos pressa, como se, mesmo nos momentos de prazeres físicos, o início e o fim fossem urgentes. Ainda buscamos muito mais quantidade do que qualidade.


Corremos muitos riscos, com pressas desnecessárias, quase sempre sem um objetivo real ou que não pudesse ser adiado. Após milhares de exemplos trágicos, ainda realizamos viagens, inclusive as de lazer, em velocidades excessivas, arriscando vidas e a fazer sofrer famílias inteiras.


Egoístas, como se fossemos o centro do mundo, tomamos atitudes impensadas, desagradando muitos, por raramente termos nos preocupado com o que alguém sentiria com elas. Em diversas oportunidades dizemos palavras que nunca deveriam ter sido ditas, ou silenciamos quando o momento exigia que disséssemos algo, sem nos preocuparmos se essa atitude machucaria alguém.


Não retribuímos muitas atitudes de carinho que nos demonstram as pessoas, algumas desconhecidas, num simples ato de desejar bom dia e perdendo, muitas vezes, a oportunidade de conhecer pessoas encantadoras.


Muitos realizam brincadeiras de mau gosto ou humilhantes, sem nunca se preocupar em quais seriam as consequências, muitas vezes provocando traumas que serão carregados por toda a vida.


Outros são verdadeiros selvagens no trânsito, respondendo a provocações, discutindo ou brigando por motivos insignificantes, que poderiam gerar consequencias imprevisíveis, inclusive fatais.


Ferimos e fomos feridos em centenas de oportunidades e sem uma explicação conhecida, sonhamos com pessoas de quem gostamos muito, que amamos, mas também com aqueles que gostaríamos de nem nos lembrar.


Amamos e nos apaixonamos, fomos ou não retribuídos, mas muitos confundiram sentimentos, achando que quem os amava deveria servir-los, estar à sua disposição, sem nenhuma retribuição, ferindo, dessa maneira, exatamente quem os amava.


Deixamos de demonstrar ou declarar claramente nosso amor ao nosso par e por simples comodismo, preguiça ou falta de educação mesmo, sequer retribuímos, dando simples telefonemas ou realizando visitas de cortesia, para pessoas que sempre nos trataram muito bem, com carinho, amizade e respeito.


Muitas vezes, só tardiamente percebemos a importância e a dedicação daqueles que, por amor, estiveram do nosso lado, sem que lhes déssemos o devido valor.


As indelicadezas, deslizes e erros, quando cometidos repetidamente, acabam se tornando indesculpáveis.


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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Vida breve…

11 de novembro de 2011

Por João Bosco Leal

Ainda outro dia, depois das aulas e das tarefas feitas, jogava bolinhas de gude com amigos na calçada de casa…


No mês de agosto, os meninos faziam seus papagaios de papel de seda e goma arábica, tentando que fossem mais coloridos e com o rabo maior que o dos outros…


Ao anoitecer, os pais já cansados e querendo um pouco de sossego, nos davam algumas moedas para apanharmos vagalumes…


As brincadeiras mais comuns eram as de pega-pega, esconde-esconde, cabra cega, amarelinha e queimada…


Depois vieram os jogos de futebol e para meninas, outros tipos de brincadeiras, considerados mais apropriados…


Os pais que podiam, colocavam seus filhos no judô e na natação, as meninas no balé e piano, e ambos no inglês…


Como diversão, a grande novidade eram os patins, antecessor do skate…


As fanfarras treinavam o ano todo para raríssimas apresentações, no sete de setembro ou nos concursos estaduais, quando, as meninas faziam belíssimas apresentações de malabarismos…


Vieram as aulas de datilografia, que os mais novos sequer sabem do que se trata…


As brincadeiras dançantes em clubes eram destinadas aos menores de idade e animados com música ao vivo…


O limite de horário era sempre muito rígido, 22 horas, e queríamos envelhecer mais rapidamente…


Vieram os bailes, os carnavais, os cinemas e os namoros, todos muito diferentes dos atuais…


A cuba libre era a bebida da moda e alguns se embebedaram pela primeira vez…


Ouvíamos os Beatles, Creedence CR, Carpenters, Ray Charles, Cat Stevens, Aretha Franklin, Tina Turner e centenas de outros de elevado padrão musical, com músicas também muito diferentes das atuais…


Veio a faculdade, muitos estudos, músicas, namoradas e bailes, mas a sonhada formatura, só para a minoria…


Começou a vida de responsabilidades, trabalho, busca de renda, casamento, filhos…


A tensão era ser enorme, com muitas preocupações com a educação e saúde dos pequenos, seu futuro…


Agora são os filhos que passam pelas mesmas situações, nos alegrando ou preocupando…


Apareceram rugas e cicatrizes, muitas no corpo outras na alma…


Muitos cabelos caíram e outros ficaram brancos, os sonhos diminuíram e fiquei mais realista…


Os netos começam a crescer e de um modo ou de outro a viver tudo o que eu e seus pais vivemos…


Aos 60 anos, muitos nos acham quadrados, ultrapassados, com poucas idéias úteis, mas na sua idade, eu achava que uma pessoa com 35, 40 anos já era velha…


Realmente diminuíram minhas destrezas, estou cada vez mais lento, física e mentalmente, mas é uma fase maravilhosa, pois já aprendi e senti bastante, mas tenho fome de novos aprendizados e sentimentos…


Foi tudo muito rápido e o que mais quero agora, é que tudo demore muito…


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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Os perigos do Budismo

sábado, 15 de novembro de 2008


Os perigos do Budismo



Muitas pessoas cultas, bem intencionadas e inteligentes se afastam das religiões cristãs e espíritas, por perceberem logo suas aberrações. Mas por estarem ainda ligadas àquele medo da morte, à questões do sentido da vida, acabam procurando conhecer o budismo. Ele aparentemente oferece algo mais "harmônico".


Dica para vocês: não percam tempo. Estudem logo o ateísmo.


Aqui vai um resumo do que se encontra no budismo, para que você não precise ir lá, ou caso você queira, já vá preparado. Relatos de um amigo meu que tentou e se decepcionou.


A lei mais importante para os budistas é: "A vida é sofrimento". Bem legal essa, né? Eles dizem que se você se livrar de desejos e repulsas e seguir o budismo, você vai parar de sofrer. Será? Além disso você tem que praticar meditação, para ficar bem calminho e não reclamar...


Foi o que aconteceu com o meu amigo. Praticando meditação ele foi ficando cada vez mais passivo, menos humano negando seus desejos, se tornando depressivo e começou a pensar até em suicídio. Ele foi condicionado a negar a vida, por ser sinônimo de sofrimento, e de acreditar que só a prática do budismo o salvaria. A única coisa que impede um budista de se matar é o medo da reencarnação. Nesse aspecto eles se parecem com os espíritas.


Mesmo se sentindo passivo e depressivo, ele entendia que ele deveria estar feliz, por ver as fotos dos mestres budistas. Ele passou a negar o sentimento de depressão que ele tinha e começou a fingir que era feliz. Quando ouvia critícas ao budismo, ele repetia alguma frase meio sem sentido dos mestres para se reassegurar, e dizia que a verdade está muito além da compreensão e das palavras.


Ele estudou profundamente a filosofia budista e sentiu que isso não ajudou muito. Passou a perceber outros budistas fingindo felicidade. Adquiriu bastante prática na meditação mas sentiu que resultava numa sensação sem-graça, na qual a vida perdia a cor.


Passou a acreditar então que o budismo só poderia ser compreendido por alguém que tivesse karma suficiente. Daí ele leu um livro de um mestre que dizia que era só um homem comum, e que eram as outras pessoas que o faziam ser grande e famoso. Ele passou então a duvidar da hierarquia budista. Coincidentemente ele passou a ter matérias de psicologia e filosofia na faculdade, que ensinaram para ele novos conceitos. Descobriu que a falta de desejo leva à depressão e vice-versa. Depois de ler Nietsche, ele abandonou o budismo de vez. Entendeu que o budismo causava nele uma tristeza ao mesmo tempo que prometia felicidade, num círculo vicioso.


Falsa harmonia.


Nota: apesar do que escrevi acima sobre o meu amigo, tenho que reconhecer que a meditação tem efeitos positivos para a saúde, como vem sendo comprovado por vários médicos. O mesmo se aplica à yoga com os exercícios de repiração, alongamento e alimentação balanceada com vegetais e frutas. Eu recomendo aos meus leitores que experimentem essas práticas e aproveitem os seus benefícios à saúde sem precisar se ocupar do "bla" místico que vem associado.


Obs: estes conceitos não representam a idéia do titular deste blog, a matéria foi copiada do site Ateu Praticante, que pode ser acessado clicando neste link:

http://ateupraticante.blogspot.com/2008/11/os-perigos-do-budismo.html





terça-feira, 8 de novembro de 2011

As lições do passado

7 de novembro de 2011

Por João Bosco Leal

Constantemente podemos perceber pessoas aflitas, tensas, com algo ocorrido em suas vidas. Raramente se lembram que o que já ocorreu não tem mais como ser apagado, já foi, bem ou mal, resolvido.


O máximo que podem e devem fazer é buscar alternativas para solucionar algo que não saiu como esperado e acabou magoando ou prejudicando alguém ou a elas próprias.


É incrível como só com mais experiência e maturidade acabamos percebendo o óbvio, que não devemos nos repreender ou ficarmos tristes com o que ocorreu no passado, se erramos ou erraram conosco, se magoamos ou se fomos magoados, se sofremos ou fizemos sofrer.


Nenhuma dessas situações poderá ser alterada, mas se realmente desejarmos, podem ser amenizadas, tornar-se menos dolorosas para quem quer que seja e servir de exemplo, que poderá impedir novos erros.


Analisando o passado podemos perceber claramente, nas experiências alheias e em todas as áreas, atitudes mais ou menos convenientes, que provocaram diferentes resultados. Esse tipo de observação é uma ótima escola, onde podemos aprender sem a necessidade de praticar o que já não deu certo com outros.


Invariavelmente, os jovens ridicularizam esse passado, considerando-o uma fonte de informações ultrapassadas, mas, com a maturidade, perceberão como poderiam ter melhor conduzido sua vida, errado menos e obtido maior sucesso, se simplesmente tivessem tido a humildade de, olhando para trás, aprender com o que historicamente ocorreu na humanidade, e lá buscando exemplos que poderiam ter facilitado inclusive sua escolha da profissão a seguir, decisão crucial para seu futuro.


Em diversos ambientes e épocas, os temas mais variados, como amizades, relacionamentos, paixões, amores, brigas, revoluções e guerras, podem ser observados e orientar nossas decisões.


Essa análise histórica nos mostra os bons e os maus exemplos, os erros e acertos cometidos, facilitando nossas escolhas, nas ações e atitudes corriqueiras, do caminho a ser seguido com maiores chances de sucesso.


Negócios mais ou menos lucrativos já foram exaustivamente tentados, em diferentes países, pontos e climas, para as populações mais variadas, tanto culturalmente como por seu poder aquisitivo, podendo servir de exemplo para pessoas de qualquer raça, cultura, credo, posição social ou nível educacional.


O homem sempre aprendeu muito na área comercial, olhando seus antepassados, mas ensinamentos tradicionais óbvios, como o de só procurar vender para quem pode comprar, ainda não foram absorvidos por muitos, como por Lula, que só buscava parcerias comerciais com seus parceiros ideológicos, dirigentes de pequenos países, sem nenhuma expressão comercial ou populacional, como Cuba, Bolívia, Venezuela, Líbia e Irã.


Com as novas tecnologias surgem milhares de novas oportunidades, mas a história continua e permanecerá nos ensinando muito, pois só com a observação e os estudos do passado os homens foram capazes de produzir tudo o que hoje nos envolve e utilizamos.


Todas as experiências vividas, mesmo as piores, sempre possuem um lado bom, o da lição, infelizmente só aproveitado por aqueles que sempre ouvem e observam, buscando seu crescimento como seres humanos.


Aceitar como passado os fatos e ocorrências de nossas vidas é o primeiro passo para soluções futuras, mas só a minoria, os maduros e humildes fazem isso e aprendem com a observação e análise da história.


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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

FALA-ME, SENHOR !...FALA !...

HUMBERTO PINHO DA SILVA - Porto, Portugal




Domingo, 30 de Outubro de 2011

PINHO DA SILVA - FALA-ME, SENHOR !...FALA !...


"Vede que não rejeiteis ao que fala"

Heb.1-12


"(...) o Senhor falou: dai glória ao Senhor (...) !

Jer.13-15,16


Fala-me, Senhor, fala!... Quero ouvir-Te,

porque a Tua voz, meu Pai, é uma canção!...

Adormece-me nela, assim; com unção,

com ternura, com piedade... e a sorrir-Te !...



Aconchega-me a Ti !...Quero sentir-Te:

quero escutar, a bater, Teu coração;

"comer" da Tua Palavra o doce Pão;

amar-Te, com Verdade, sem mentir-Te!...



Ora vê, Senhor: - sou pobrezinho!...

Sem ter o Teu regaço; o Teu carinho;

a Tua voz; Teu sorriso - Oh !... Desventura!... -,



andaria, nas trevas, meu caminho !

Que seria de mim, por cá, sózinho,

se não fosse a Tua voz, na noite escura?!...


PINHO DA SILVA - Vila Nova de Gaia, Portugal



publicado por solpaz às 19:37
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Fonte: BLOGUE LUSO-BRASILEIRO "PAZ", clique aqui para conferir

(Soneto enviado pelo filho do autor, por e.mail)