quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O Império Inca


                                 Incas - Um império que tocava os limites dos céus








Luiz Carlos Nogueira









Uma das civilizações mais admiráveis, nasceu na América do Sul e teria sido fundada em 1021 por Manco Capac e sua irmã Mama Coya Ocllo, que segundo Inca Garcilaso de la Vega  ela teria sido filha do deus-sol Inti e de Mama Quilla; já em outra lenda, conta-se que teria sido filha de Viracocha e Mama Cocha. Entretanto, se dermos crédito para La Vega, a irmã de Manco era também a sua esposa.


Pelas informações colhidas na Wikipédia, o nome de  Mama Ocllo no idioma quechua oficial (todos o incas falavam esse idioma), é escrito como Mama Uqllu. E que há, ainda, algumas transliterações alternativas: Mama Ocllo, Mama Ogllo (nos dialetos do norte do Peru, a letra que representa a uvular fricativa sonora ([c]), é semelhante à oclusiva velar sonora ([g]) para os falantes de espanhol). Infelizmente, devido a más traduções ou vista ruim,também se criaram as seguintes formas: Mama Oello, Mama Oella, Mama Oullo e Mama Occlo.


Na mitologia inca, conta-se que o sol enviou o seu filho Manco Capac e Mama Coya Ocllo (filha da lua), para uma terra escura ou de sombras onde reinava o caos. E ambos saíram do lago Titicaca, procurando um lugar onde implantariam o seu reinado. Então seguiram ao noroeste até o vale do rio Huatanay. Ao chegarem lá, Manco Capac revolveu a terra com o seu cajado, verificando tratar-se de um solo muito fértil, para o qual dera o nome de Cuzco, que na linguagem inca significa umbigo do mundo. Assim, criou-se uma cidade que se tornou o centro do poder que passou a governa-la e expandir os domínios, implantando a religião inca, desenvolvendo a cultura do seu povo, construindo estradas  (18.000 km), num trabalho sobre-humano, que desafiava os terrenos por demais acidentados, com as quais ligou a capital Cuzco, por assim dizer, com os demais povoados que se estendiam do centro do Equador até ao  sul, onde hoje nós conhecemos como Chile. Depois, da costa do Oceano Pacífico até aos Andes.


Para melhor entendermos a extensão desse império, diremos que ele ocupava o norte da Argentina atual, a metade o Chile, o sul da Colômbia, um grande pedaço da Bolívia, do Equador e do Peru. (figura 1)


                                                               Figura (1) - mapa


E o período de maior explendor do império inca teria sido entre 1435 a 1471, já durante o reinado de Pachacutec (2), ou seja, no século XV, até que em agosto de 1533, o conquistador espanhol Francisco Pizarro desembarcou no território dos incas com 180 soldados bem treinados nas ações de guerra e fortemente armados (com armas de fogo), tendo cavalos e víveres, tomaram de assalto a capital Cuzco, tendo exterminado muitas vidas e pondo em fuga o exército inca, conseguindo, dessa forma, submeter todos os habitantes ao seu jugo.


(2) Pachacutec, o rei de Cuzco (o nome significa -Aquele que refaz o mundo)


Mas o que se sabe do governo e administração inca, é que se impunha severa disciplina que era aplicada pelos agentes do imperador, denominados de “Sapa Inca”, pois se acreditava necessária para um império em franca expansão, que não cessava de cruzar fronteiras e de anexar outros territórios com populações muito diferentes em costumes e em  muitos outros sentidos.


O povo inca submetia-se ao poder único do imperador que se mantinha extremamente afastado, sem conceder acesso aos seus súditos, somente podendo ser visto em algumas raras vezes, quando se apresentava ricamente adornado e com exageradas pompas. Por conta disso, o povo, sem unidade racial, sem o sentimento de sangue e nacionalidade, mantinha-se passivo ante o domínio e da opressão, sempre se colocando às suas incontestáveis ordens, para atender aos caprichos do imperador e de sua esposa-irmã, a quem chamavam de “Coya”.


O luxo era ostentado por toda a família real, cuja espiritualidade era quase nenhuma ou a que tinham, era muito primitiva, o que não podia ser diferente, pouco diferindo dos súditos, tendendo, ao que parece, mais para o animismo, porquanto acreditavam que todas as coisas e todo ser tinham alma.  Há até quem diga que os incas praticavam sacrifícios humanos, pois havia um local de sacrifícios aos deuses, como retrata a figura (3). O rito da confissão precedia ao perdão que só era concedido pelo ofício do Grande Sacerdote, em seu parecer, de conformidade com as regras estabelecidas, que só o castigo corporal servia para isso.


Dizem alguns pesquisadores, que as vítimas do sacrifício eram escolhidas, quando não entre as “virgens do sol”, eram entre os prisioneiros de guerra. Há outros que dizem que também as pessoas do povo se apresentavam como voluntárias, porque acreditavam que suas almas seriam abençoadas e levadas para uma vida de deleites eternos no “Mundo das Estrelas”.


    (3) Local dos sacrifícios aos deuses.


O Deus Supremo dos incas era “Inti”, o Sol, representado por um disco de ouro, a quem as “Virgens do Sol” prestavam culto e tinham que venerar ininterruptamente. Além disso, havia “Quilla”, a Lua, representada por um disco de prata, que era tida como esposa do Sol, que por isso também tinha que ser venerada.


Desse casal divino, dependiam todos os demais deuses do panteão Inca, considerados secundários tais como “Viracocha”, o deus do céu, “Pachamana”, o deus da Terra e “Illapa”, o deus da chuva.


Havia um Grande Sacerdote que exercia seu poder pontifício sobre o clero. Essa figura sacerdotal devia ser, ou um irmão ou um tio do imperador, e, era ele quem nomeava seus membros da hierarquia mais elevada, que por sua vez nomeava seus auxiliares, vamos dizer assim -- eclesiásticos. Era o Grande Sacerdote que dirigia as cerimônias consideradas de maior importância, que eram realizadas no templo de Machu Picchu, considerado o lugar  mais sagrado pelos incas.


Não obstante a sua tecnologia de construção, para os pesquisadores não há evidências de que esse povo conhecia a roda. As suas casas eram construídas com blocos de pedras, sem argamassa. (figs. 4 e 5)





   (4) As casas eram construídas com blocos de pedras, sem argamassa.



    (5) As pedras eram recortadas com exatidão para serem encaixadas


Como se pode ver, a arquitetura inca visava a solidez capaz de resistir aos terremotos que sempre assolou aquela região. É de se notar que as portas das edificações têm a forma trapezoidal (fig,6 e 7), e o abastecimento de água se fazia por meio de regos recortados nas pedras (8), sendo que a água fluía por gravidade



(6) – Porta – forma trapezoidal




(7) Porta – forma trapezoidal



(8) Canal recortado nas pedras, por onde a água subia por gravidade para abastecer os cômodos



A seguir, temos algumas amostras das construções Incas:


                                                    (9) Entrada para o Templo de Condor


                                                    (10) Relógio Solar nos espelhos d´água


                                                     (11) Relógio Solar


                                                    (12) Uma outra amostra das contruções Incas


                                          (13) Muros e casas

                                                    (14) Templo para orar


                                                   (15) Templo para orar



                                                   (16) Quarto do Rei - Só ele tinha janelas e bem no alto



Ainda no presente século, não temos uma resposta definitiva para a indagação de como os incas aprenderam a arte da construção. Na Wikipédia encontramos a seguinte informação sem nenhuma confirmação científica:



Teoria dos astronautas antigos é um termo usado para descrever a crença de que criaturas extraterrestres inteligentes visitaram a Terra e as civilizações do passado distante e que tal contato está relacionado com a origem ou desenvolvimento da cultura humana. Esta teoria foi popularizada por autores como Erich von Däniken e Zecharia Sitchin. Muitas das provas apresentadas pelos defensores desta teoria são artefatos arqueológicos interpretados de acordo com a mesma. A teoria é frequentemente embasada na falta de explicações definitivas pelos cientistas para certos artefatos antigos. Pode ser considerada uma variação da teoria do paleocontato, hipótese em que extraterrestres inteligentes visitaram a Terra. Carl Sagan, I. S. Shklovskii e Hermann Oberth foram alguns dos cientistas de renome que consideraram seriamente esta possibilidade.”


“As origens de muitas religiões podem ser interpretadas como reações a encontros de humanos primitivos com alguma raça extraterrestre. De acordo com sua perspectiva, os humanos teriam considerado a tecnologia dos extraterrestres como sendo sobrenatural e os próprios como sendo deuses. Von Däniken observa que as tradições orais e escritas da maioria das religiões contêm referências a visitantes extraterrestres através da descrição de estrelas e objetos veiculares viajando por ar e espaço. O autor defende que estas devem ser vistas como descrições literais de testemunhas oculares que se alteraram com a passagem do tempo até se tornarem mais obscuras, ao invés de ficção mítica ou simbólica. Um exemplo é a revelação de Ezequiel no Velho Testamento, que Däniken interpreta como sendo a descrição detalhada do uma espaçonave pousando.”


Fotos de Cristiane Barreto Nogueira Rizkallah

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Rendamos justiça à morte. Não sejamos ingratos com ela - Victor Hugo


Victor Hugo, em “Quedas e Ascensão”, reporta-se às touradas, através dos olhos
e sentimentos de Pilarzito,  El Conquistador

(“Quedas e Ascensão” é o 5º romance de Victor Hugo, pela mediunidade psicográfica de Divaldo Pereira Franco)

Victor Hugo, o grande poeta, romancista, político e jornalista francês,  foi um lutador das causas sociais,  defensor dos oprimidos, divulgador  do ensino e da educação.

Converteu--se ao Espiritismo após o desencarne de Léopoldine, uma de seus 4 filhos.

Inicialmente, tomou conhecimento da fenomenologia espírita através da visita de Sra. Delphine de Girardin, em 1853. Nesta época já se encontrava exilado na ilha de Jersey, devido ao seu antagonismo ao governo de Napoleão III. Realizou vários estudos,  editados na obra As mesas girantes  de Jersey. Durante mais de 25 anos ocupou-se dos assuntos que as ´mesas girantes´suscitavam e aprofundavam,confirmando, esclarecendo e completando as respostas às quais havia chegado através de estudos e meditações.

O poeta fez um discurso na cerimônia fúnebre da jovem Emily, a quem François, filho do escritor, houvera dedicado uma tradução  sua de Shakespeare. Devido ao seu impacto, diversos periódicos da época, entre os quais a própria Revista Espírita  de Allan Kardec (Fevereiro de 1865), publicaram tal oratória, da qual destacamos:

“Rendamos justiça à morte. Não sejamos  ingratos para com ela.

Ela não é  como se diz um desmoronamento e  uma armadilha.

É um erro crer que aqui, nesta obscuridade da fossa aberta, tudo se perde.

Aqui tudo se reencontra. O túmulo é um lugar de restituição.

Aqui a alma retoma o infinito; aqui recobra sua plenitude;

aqui entra na posse de sua misteriosa natureza; está desligada do corpo,
da necessidade, da fatalidade.

A morte é a maior das liberdades.

É, também, o maior dos progressos.

A  morte é a ascensão de tudo o que viveu em grau superior.

Ascensão deslumbrante e sagrada (…)”.

Fonte: “O Imortal” – Jornal de Divulgação Espírita nº 699, Ano 59, maio de 2012,  trecho extraído das págs. 8 e 9. Link para acessar o referido Jornal em pdf


Matéria de  NUNO EMANUEL
As vidas de “El Pilarico”, de matador de touros a protetor de animais - O caso constitui um exemplo expressivo de superação pessoal de um Espírito arrependido

De Botucatu, SP

quinta-feira, 26 de julho de 2012

UMA PARTE DA VERDADEIRA HISTÓRIA DE MOISÉS?








Luiz Carlos Nogueira










Segundo alguns, o Livro de Jasher, considerado apócrifo e que por isso teria sido retirado da Bíblia Sagrada. As evidências que apontam para isso, estão em Josué, 10:13, faz-se uma referência a Jasher, ao dizer: E o sol se deteve, e a lua parou, até que o povo se vingou de seus inimigos. Não está isto escrito no livro de Jasar? O sol, pois, se deteve no meio do céu, e não se apressou a pôr-se, quase um dia inteiro”. E em 2º Samuel, I:18, o mesmo livro é novamente citado: mandando que fosse ensinada aos filhos de Judá; eis que está escrita no livro de Jasar:” (Bíblia traduzida por João Ferreira de Almeida). Portanto, as evidências indicam que Jasher teria existido; ao que parece era mais velho que Josué, de sorte que era considerado uma autoridade.

Pois bem, o Livro de Jasher teria sido traduzido do hebraico para o inglês, por Flaccus Aibino Alcuíno, da Bretanha, Abade de Cantuária, tendo sido publicado pela primeira vez no Condado de Bristol, na Inglaterra, em 1.751.

Verdadeiro ou não, o Livro de Jasher, seu capítulo V, relata que: Miriam, irmã de Moisés (ambos, filhos de Amran e Jorebed, ou ainda, Anrão e Joquebede), que era mais velha do que ele 15 anos, mesmo assim, embora jovem, tinha muita perspicácia, e tendo tomado conhecimento de que o Faraó, temendo uma revolta dos israelitas que se multiplicavam enormemente, determinou a matança de todos os bebês hebreus ao nascerem; sabendo da bondade da filha do Faraó, sugeriu aos seus pais para que ela levasse seu irmãozinho Moisés para que a princesa o visse, quando estivesse passeando à beira do Rio Nilo, como fazia todas as manhãs. Assim quando estivesse à vista da princesa, simularia o ato de que iria afogar o neném que era muito bonito, de tal sorte que se a princesa visse o que estava acontecendo, poderia lhe perguntar o iria fazer com o pequenino. Então Miriam lhe responderia que iria matá-lo afogado, porque se tratava de um recém nascido dos filhos de Jacó, porque conforme o decreto do Faraó, pai da princesa, segundo o relato de Jasher V:11:“Teu pai ordenou que este infante seja morto; sim, que todos os meninos hebreus também sejam mortos assim que nasçam.”.

Não obstante Jorebed, mãe de Miriam e Moisés, tivesse se mostrado alarmada e temerosa, Miriam lhe convenceu que, de uma forma ou outra o neném pereceria, ou seja, pelas mãos dos assassinos mandados pelo Faraó, porque não haveria como e nem onde escondê-lo para sempre, sem que acabasse sendo descoberto. Assim, Miriam arrebatou Moisés dos braços da mãe, quase à força, e pôs-se a caminhar às margens do rio, seguida pelos pais Amram e Jorebed, até que avistou a princesa e colocou-se sob a sombra de uma árvore, afagando, beijando, chorando copiosamente e falando para o irmãozinho como se estivesse despedindo dele para sempre. E enquanto a princesa se aproximava para entender o que estava se passando, Miriam começou a enfaixar o neném, dando a perceber que desse modo seria melhor para jogá-lo nas águas. Assim a princesa e suas damas logo entenderam que Miriam iria jogar o menino no rio.

Ato contínuo, a princesa teria chamado Miriam, perguntando-lhe o que iria fazer com o neném. Assim, como havia planejado Miriam lhe respondeu. Estupefata, a princesa a princípio não acreditando que o seu pai teria mesmo dado tal ordem, pediu-lhe que lhe desse a criança, o que Miriam prontamente obedeceu, pois seu plano começava a funcionar.

Então a princesa, em seguida pede que fosse providenciada uma ama de leite para amamentar Moisés. Sem perder tempo, Miriam providenciou para que a própria mãe (Jorebed) se apresentasse, ao que a princesa teria dito “[...] Este será meu filho” (Jasher V:12). E deu-lhe o nome de Moisés porque segundo os Judeus, o nome de Moisés, de origem hebraica Móshe (מֹשֶׁה) está associado ao verbo mashah, que significa “tirar”, ou seja, etimologicamente corresponde na língua judaica popular a “retirado”, que no caso significa “retirado das águas”, ou, “salvo das águas”, como também está no Livro II, capitulo 9, parágrafo 6º, de “Antiguidades Judaicas” de Flávio Josefo. Segundo algumas fontes, Moisés foi amamentado por 12 anos pela sua própria mãe.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

O FLUIDO UNIVERSAL E AS TEORIAS COSMOLÓGICAS




por
(*) Alexandre Fontes da Fonseca
Instituto de Física da Universidade

de São Paulo, São Paulo, S.P.



Resumo
Recentemente, algumas observações astronômicas têm chamado a atenção dos cientistas para o comportamento do Universo. Os modelos teóricos não explicam tais evidências o que tem levado ao surgimento de novas teorias. Neste artigo comparamos algumas destas evidências experimentais com uma afirmativa, feita pelos espíritos, na questão número 27 do Livro dos Espíritos. Os espíritos, ao caracterizarem o princípio material elementar do Universo, ou o Fluido Universal (FU), mencionam uma de suas propriedades que poderia, ao nosso ver, trazer luz ao referido problema que, nas últimas duas décadas, tem preocupado os cientistas. Apresentaremos um breve histórico sobre a origem dos modelos cosmológicos modernos mencionando os fatos que chamaram a atenção para o problema, e discutiremos a afirmativa dos espíritos.
PALAVRAS–CHAVE: Fluido universal; fluido cósmico; elemento material; cosmologia; constante cosmológica; efeito Casimir;
I - Introdução
Quem poderia imaginar que uma despretensiosa afirmativa dos espíritos, feita há quase 150 anos, pudesse ser considerada como uma chave para solucionar um problema atual da Cosmologia ? Estamos falando da questão número 27 do Livro dos Espíritos [1,2]. Nesta questão, Kardec pergunta se haveria dois elementos gerais no Universo (espírito e matéria) ao que os espíritos respondem afirmativamente, acrescentando-se “...acima de tudo Deus, o criador, o pai de todas as coisas”[2]. A afirmativa que nos chamou atenção para este artigo é a última frase desta resposta: “Esse fluido universal, ou primitivo, ou elementar, sendo o agente de que o espírito se utiliza, é o princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de divisão e nunca adquiriria as qualidades que a gravidade lhe dá”[2](Grifos nossos.). Voltaremos a ela após apresentarmos o problema atual que a Cosmologia ainda não resolveu.
 
Hoje em dia a concepção que fazemos do Universo é bem diferente da de séculos atrás. Acreditava-se ser a Terra o centro do Universo e que os astros, fixos em um abóbada rígida, o firmamento, se moviam de acordo com o movimento deste. Inclusive os gregos acreditavam que havia um quinto elemento1 que os mantinha presos ao céu[4]. Muitos astrônomos, cuja função básica era a de observar e mapear estes objetos celestes, começaram a perceber que este modelo de descrição da realidade falhava em sua principal função: explicar os dados obtidos pela observação. Para uma revisão histórica dos conceitos e mitos antigos sobre a criação e o Universo citamos o livro da referência [6].
 
A Ciência, hoje, desenvolveu-se bastante a ponto de nos fornecer uma idéia melhor sobre o Universo. Os livros da referência [7] e [8] trazem uma discussão acessível sobre os atuais modelos cosmológicos. Sabemos, por exemplo, que o nosso planeta, relativamente ao universo, se compara a um minúsculo grão de areia e que o nosso sistema solar é dos mais simples. Existem milhares e milhares de galáxias, cada uma contendo bilhões de sistemas solares, cada um contendo seus planetas. Conforme discutido no Evangelho Segundo Espiritismo[9] no capítulo III “Há muitas moradas na casa de meu Pai”, a grandeza do Universo não deixa dúvida quanto à existência de humanidades irmãs habitando outros orbes. Segundo a Ciência, o Universo teria em torno de 12 a 15 bilhões de anos, mas isto ainda não é uma informação definitiva conforme veremos a seguir.
 
A Ciência, ao contrário do que se imagina, às vezes, não tem a palavra final sobre um determinado assunto. Vemos todos os dias novos medicamentos e tratamentos sendo utilizados em lugar de antigos que foram considerados ultrapassados. Vemos ainda, novos experimentos levando a Ciência a novos paradigmas sobre a realidade, como aconteceu com o surgimento da Física Quântica. E, apesar do conhecimento que temos do Universo que nos rodeia, existem questões em aberto que desafiam os cientistas nos dias de hoje. Pretendemos discutir algumas que nos parecem estar ligadas à afirmativa feita pelos espíritos na questão número 27, citada no primeiro parágrafo. Antecipando as conclusões, desejamos estimular e incentivar aos espíritas que, porventura, estudem Cosmologia a pensarem na hipótese, formulada pelos espíritos, como um caminho para encontrar-se uma teoria que resolvesse tais problemas.
 
Assim sendo, este artigo discutirá a questão na seguinte ordem. Na seção II pretendemos fazer um breve histórico sobre a origem do problema que incomoda os cientistas na atualidade, bem como mencionar as evidências experimentais que o suportam. Na seção III reescreveremos as questões número 27, 29 e 36 do Livro dos Espíritos mostrando como elas se ligam ao problema. Na seção IV nós discutiremos o valor científico da afirmativa dos espíritos e o cuidado que nós, espíritas, devemos ter na divulgação destas idéias. Na seção V nós resumiremos as principais conclusões.
II - Um breve histórico
O ponto inicial do problema que a Ciência está tentando resolver é a chamada equação de Einstein para todo o Universo. Não é importante para nós, aqui, analisarmos esta equação2, mas apenas um termo que Einstein teve que adicionar a ela, a chamada Constante Cosmológica.
 
Einstein assim o fez porque percebeu que sua equação tinha como solução um Universo dinâmico, sendo que a idéia aceita na época era de um Universo estático (entre as décadas de 1910 e 1920). Porém, anos depois, um pesquisador chamado Hubble descobriu, através de observações astronômicas, que o Universo estava se expandindo, e não era estático como se pensava. Einstein, então, resolveu tirar de suas equações a constante cosmológica que continha as correções para que o Universo fosse estático, com um sentimento de desapontamento consigo mesmo por tê-la proposto antes. O que Einstein não poderia imaginar era que a sua constante cosmológica teria que ser, novamente, considerada para dar conta de explicar as posteriores observações astronômicas.
 
Que o Universo está se expandindo, isto já é do conhecimento de todos os cientistas desde há muito tempo. Porém ainda não se sabia a que taxa isto está acontecendo. Esta informação é importante, por exemplo, para se estimar a idade do Universo. Um problema conhecido como A Crise da Idade[4,10], surgido na década de 1990, se refere aos primeiros cálculos e estimativas da sua idade. Os melhores cálculos, usando-se as equações de Einstein sem a constante cosmológica, resultavam num Universo com, aproximadamente, 10 bilhões de anos.
 
Isto estava em franco desacordo com as observações astronômicas que detectaram objetos a 15 bilhões de anos-luz 3 de distância da Terra. No entanto, foi uma outra evidência recente que veio colocar mais dúvida nesta questão[11]. Alguns pesquisadores chegaram a conclusão de que o nosso Universo estaria se expandindo numa taxa maior do que no passado. Isso complica a 2 O artigo da referência [3] contém uma revisão bastante técnica do assunto, caso seja de interesse do leitor.
 
3 Um ano-luz corresponde a distância percorrida por um raio de luz no intervalo de tempo de um ano. Isto corresponde a uma distância de 9460.8 bilhões de km.
 
situação da teoria necessitando, ainda mais, a presença da constante cosmológica nas equações de Einstein para poder-se explicar estes dados. A quantidade de matéria que existe no Universo não é, portanto, suficiente para explicar nem a sua idade nem, muito menos, a sua taxa de expansão.
 
A questão seguinte foi descobrir o que significaria, em termos físicos, ou reais, a existência desta constante cosmológica. Os cientistas, analisando as equações de Einstein, chegaram a conclusão de que ela representaria algum tipo de matéria ou energia, presente no Universo, que teria como efeito causar uma repulsão gravitacional. Isto nunca foi observado na natureza. Todos os objetos materiais conhecidos se atraem devido a força gravitacional.
 
Mas, a discussão fica ainda mais complicada com a descoberta do chamado Vácuo Quântico. Segundo a Física Quântica, o aparente vácuo ou vazio de matéria, na verdade, não existe absolutamente. O chamado Princípio de Incerteza de Heisenberg prevê que, a todo o momento, partículas sejam criadas, do nada, e sejam destruídas logo em seguida após um intervalo de tempo muito curto. Os cientistas, então, resolveram calcular a energia total destes fenômenos que ocorrem no vácuo. Eles chegaram a duas conclusões[10] surpreendentes: 1) que esta energia é de uma intensidade quase infinita, isto é, muito maior que toda a quantidade de energia e matéria usuais, quando somada a sua contribuição em todo o Universo; 2) O seu efeito seria repulsivo, isto é, ela agiria como se fosse algo que repelisse a matéria gravitacionalmente. A segunda conclusão satisfaz a necessidade de algo que tivesse o efeito de repulsão gravitacional da matéria. Porém, a primeira conclusão diz que, se isso for verdade e se não existir nenhum outro fator, o Universo iria se expandir tão rapidamente que, por exemplo, jamais o núcleo de um átomo se formaria, pois esta expansão levaria as partículas que o constituiriam a distâncias muito grandes, muito mais rápido do que a atuação da força forte que normalmente as mantém juntas.
 
Esta é a maior discrepância entre teoria e realidade conhecida até hoje. Em termos da constante cosmológica, os efeitos do vácuo quântico levariam-na a um valor 120 ordens de grandeza maior (o número 1 seguido de 120 zeros) do que os cientistas estimaram segundo as observações astronômicas. De modo a percebermos o objetivo deste artigo, vamos reescrever este problema da seguinte forma: o efeito da energia do vácuo quântico seria o de fazer com que a matéria estivesse num perpétuo estado de separação. Esta expressão não nos é familiar?
 
Kardec dizia no ítem VII da Introdução do Livro dos Espíritos[1] que “Na ausência dos fatos, a dúvida é a opinião do homem prudente”. Isto mostra o valor que Kardec atribuiu aos fatos, valor este que a Ciência considera como princípio básico. Constituem, portanto, fatos os seguintes eventos:
 
- É fato comprovado que o Universo está se expandindo a uma taxa maior agora do que no passado[11]. Isto é, a expansão do Universo está se acelerando.
 
- É fato, comprovado experimentalmente, um efeito cientificamente conhecido como efeito Casimir[12]: quando se aproximam duas placas metálicas muito perto uma da outra, no vácuo, surge entre elas uma força de atração que só é explicada devido ao fenômeno de criação e destruição de partículas no vácuo, conforme explicado acima. Portanto, os efeitos do vácuo quântico são reais. Porém, os cientistas tentam explicar o problema sugerindo que o cálculo da energia total do vácuo tenha sido feito de maneira errada e que alguma propriedade natural do Universo, ainda não descoberta, poderia anular ou compensar o seu valor. É aí que entraria a hipótese espírita. Voltaremos nela adiante. Existe, também, uma proposta teórica da existência de uma energia sutil chamada Energia Escura. A palavra “escura”, escrita ou falada, não tem aqui a conotação moral como utilizada em Espiritismo. Por “escura” os cientistas querem dizer sobre tudo o que não interage com a luz ou com outra radiação eletromagnética, de modo que não se pode perceber a sua existência simplesmente olhando-se para o céu com os telescópios. Como exemplo, os cientistas chegaram à conclusão, por vias indiretas, de que existe uma matéria, que eles consideram “escura”, que tem natureza diferente da matéria usual que conhecemos. Neste caso, a diferença entre essa matéria escura e a referida energia escura é o fato de que a primeira se comporta como a matéria comum com relação a força gravitacional, isto é, a matéria escura é atraída pela matéria em geral. Já a energia escura teria um comportamento contrário repelindo a matéria. Ela, portanto, segundo os cientistas, seria responsável pelo efeito de expansão do Universo. Alguns pesquisadores propuseram que ela forme um campo quântico batizado de quintessência[4] devido à sua pequena densidade. Na figura 1 mostramos a percentagem de cada tipo de energia e matéria do Universo necessária para que as observações astronômicas possam ser entendidas.
 
É importante enfatizar que apesar de ser o principal ingrediente do Universo, a energia escura, por ter densidade bem pequena, é extremamente rarefeita. Por esta razão, recentemente, Thiesen[5] propôs que este campo de quintessência ou energia escura seja o Fluido Universal (FU). Discordamos da proposta pela simples razão de que a energia escura tem como efeito repelir, afastar, fazer com que a matéria se afaste e se divida mais e mais. Segundo os espíritos, na questão número 27 do Livro dos Espíritos, conforme citado acima e transcrito logo abaixo, um dos efeitos do FU é fazer com que a matéria não esteja em estado de divisão.

Figura 1: Os ingredientes do Universo em sua constituição aproximada.
O principal deles é a energia escura. Figura adaptada da referência [4] III Solução espírita Nesta seção pretendemos transcrever os principais trechos de algumas questões do Livro dos Espíritos[2] que consideramos relevantes neste estudo e, em seguida comentá-las em relação ao que foi exposto até aqui. 
“27. Há então dois elementos gerais do Universo: a matéria e o Espírito ?
- Sim e acima de tudo Deus, o criador, o pai de todas as coisas. Deus, espírito e matéria constituem o princípio de tudo o que existe, a trindade universal. Mas ao elemento material se tem que juntar o fluido universal, que desempenha o papel de intermediário entre o espírito e a matéria propriamente dita, por demais grosseira para que o espírito possa exercer ação sobre ela.
 
Embora, de certo ponto de vista, seja lícito classificá-lo como elemento material, ele se distingue deste por propriedades especiais. Se o fluido universal fosse positivamente matéria, razão não haveria para que o espírito também não o fosse. Está colocado entre o Espírito e a matéria; é fluido, como a matéria, e susceptível, pelas suas inumeráveis combinações com esta e sob a ação do espírito, de produzir a infinita variedade de coisas de que apenas conheceis uma parte mínima.
Esse fluido universal, ou primitivo, ou elementar, sendo o agente de que o espírito se utiliza, é o princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de divisão e nunca adquiriria as qualidades que a gravidade lhe dá.”(Grifos nossos).
 
“29. A ponderabilidade é um atributo essencial da matéria ?
- Da matéria como a entendeis, sim; não, porém, da matéria considerada como fluido universal. A matéria etérea e sutil que constitui esse fluido lhe é imponderável. Nem por isso, entretanto, deixa de ser o princípio da vossa matéria pesada.”
 
“36. O vácuo absoluto existe em alguma parte no Espaço Universal ?
- Não, não há o vácuo. O que te parece vazio está ocupado por matéria que te escapa aos sentidos e aos instrumentos.”
As questões de número 29 e 36 mostram concordância com relação à questão da energia escura e do vácuo quântico, respectivamente.
 
Para que fique bem claro que a afirmativa dos espíritos representaria uma proposta viável de solução para os problemas em cosmologia vamos reescrever, uma sobre a outra as afirmativas espírita e do problema do vácuo quântico, respectivamente:
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ESSE FLUIDO UNIVERSAL, OU PRIMITIVO, OU ELEMENTAR, SENDO O AGENTE DE QUE O ESPÍRITO SE UTILIZA, É O PRINCÍPIO SEM O QUAL A MATÉRIA ESTARIA EM PERPÉTUO ESTADO DE DIVISÃO E NUNCA ADQUIRIRIA AS QUALIDADES QUE A GRAVIDADE LHE DÁ.
____________________________________________
O EFEITO DA ENERGIA DO VÁCUO SERIA O DE FAZER COM QUE A MATÉRIA ESTIVESSE NUM PERPÉTUO ESTADO DE SEPARAÇÃO.
____________________________________________
 Portanto, as flutuações do vácuo fariam o Universo se expandir de modo tão rápido que as partículas elementares que constituem a matéria nunca se juntariam para formar os corpos e substâncias e, por sua vez, a matéria nunca apresentaria as características que a gravidade lhes dá, quais sejam a da atração entre os corpos, a formação dos corpos celestes, etc. Por outro lado, como a realidade mostra que o Universo não está se expandindo tão rapidamente assim, então algo teve que anular o efeito do vácuo quântico. O que propomos é que os cientistas considerem a proposta feita pelos espíritos de que algo existe no Universo e que esse “algo” esteja anulando os efeitos do vácuo quântico. Esse “algo” seria o FU.
 
IV - Cuidados na divulgação
Vimos como uma afirmativa feita pelos espíritos na questão número 27 do Livro dos Espíritos pode levar a uma grande contribuição científica na área de Cosmologia. Nesta seção gostaríamos de tecer alguns comentários sobre o cuidado que nós, espíritas, devemos ter quando relacionamos os ensinos espíritas aos resultados da Ciência ou vice-versa.
 
Primeiramente é importante dizer que o presente estudo não se trata de afirmar que “a Ciência está confirmando o Espiritismo”. Na verdade ela não está preocupada com a nossa doutrina, mas sim em tentar descobrir as leis que estão por trás de todos os fenômenos naturais.
 
Neste artigo, descrevemos alguns destes fenômenos, de magnitude cosmológica, que ainda não foram completamente explicados. Nosso esforço foi o de mostrar que uma afirmativa dos espíritos pode levar a uma solução deste problema. Apesar disto ter um grande valor científico, cabe aos físicos e astrônomos que, porventura, sejam espíritas desenvolverem a idéia para dizer, finalmente, se esta hipótese realmente contribui para a questão.
 
O problema não se resolve ao, meramente, comparar a afirmativa dos espíritos com a problemática da cosmologia moderna. Estamos, na verdade, criando uma forte motivação para que isto seja pesquisado de maneira séria por quem entende do assunto, isto é, um pesquisador com experiência na área de Física e Cosmologia, que seja espírita ou, pelo menos, simpatizante de nossa doutrina. Isto pois, quando tratamos de Ciência, todo o rigor é mais do que necessário para que tenhamos um resultado amplamente aceito pela comunidade científica. A análise deste assunto por parte de um especialista é de extrema importância pois ele será o único capaz de traduzir a idéia espírita na linguagem técnica da Ciência.
 
Cabe, ainda, ressaltar que a referida afirmativa dos espíritos possui um outro valor científico que, infelizmente, apenas nós espíritas podemos reconhecer. É o fato de que uma afirmativa publicada há quase 150 anos poder estar ligada a um problema que somente nas últimas duas décadas tem preocupado os cientistas. Isso mostra, simplesmente, a superioridade dos espíritos que trabalharam com Allan Kardec na codificação da Doutrina Espírita, o que nos faz sentir mais fé e confiança nos seus ensinamentos.
 
V - Conclusões
Neste artigo comparamos uma afirmativa feita pelos espíritos na questão número 27 do Livro dos Espíritos com um problema para o qual os físicos e astrônomos ainda não encontraram solução. Os espíritos afirmaram que o FU seria responsável por não permitir que a matéria estivesse num perpétuo estado de divisão. Explicamos que a energia do vácuo quântico seria responsável por esse estado de divisão e propomos, de modo diferente dos cientistas e de acordo com os espíritos, a existência de um campo ou energia no Universo que anule ou compense este efeito. Esta proposta nada mais é do que a influência do FU sobre o efeito de divisão que o vácuo quântico geraria sobre toda a matéria.
 
Incentivamos o pesquisador espírita, especialmente o que possua formação profissional nas áreas em questão, a investigar esta hipótese dentro dos métodos e linguagem científicos de modo a trazer uma efetiva contribuição a este campo do conhecimento.
 
Discutimos os valores científicos desta proposta chamando a atenção do leitor espírita para a maneira de encará-la de modo a evitarem-se precipitações que tragam descrédito para o movimento espírita.
 
É importante lembrar que existem outras teorias que tentam descrever o Universo. Os livros das referências [7,8] falam sobre isso. Por exemplo, existe a chamada teoria das supercordas e variações desta teoria que foram demonstradas serem equivalentes e pertencentes a uma única teoria maior, ainda não descoberta, que os cientistas batizaram de Teoria M. Talvez esta teoria, considerada como a teoria de tudo, possa resolver os problemas expostos neste artigo através de outras explicações. Um exemplo mais concreto é o recente artigo intitulado “Holografy Stabilizes the Vacuum Energy” (Holografia estabiliza a energia do vácuo)[13] que propõe que uma dada propriedade chamada Holografia Gravitacional teria como conseqüência a diminuição do efeito de divisão da matéria que o vácuo quântico geraria. Uma análise deste artigo para ver o que ele poderia ter a ver com o FU escaparia do nosso objetivo neste artigo mas mereceria ser feito numa futura publicação.
 
Por tudo isso consideramos que os pesquisadores da área são os únicos a poderem avaliar de modo mais seguro a hipótese do FU como solução para os problemas cosmológicos.
 
Por fim, manifestamos nosso entusiasmo devido ao fato de que este ensinamento dos espíritos foi publicado há quase 150 anos atrás, bem antes de Einstein (que é o pai das teorias cosmológicas modernas) nascer. Isso mostra a sabedoria dos espíritos que trouxeram ao mundo os seus ensinamentos e nos enche de fé e confiança nesta doutrina que adotamos por filosofia de vida.
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Referências
[1] A. Kardec, O Livro dos Espíritos, Editora Edições FEESP, 9a Edição, (1997).
[2] A. Kardec, O Livro dos Espíritos, Editora FEB, 76a Edição, (1995).
[3] S. Weinberg, Reviews of Modern Physics, 61, p. 1 (1989).
[4] J. P. Ostriker e P. J. Steinhardt, Scientific American, 284, p. 46 (2001).
[5] S. Thielsen, Reformador, 2082, p.11 (2002).
[6] M. Gleiser, A Dança do Universo: Dos Mitos da Criação ao Big–Bang, Editora Companhia das Letras, (1997).
[7] S. Hawking, O Universo Numa Casca de Nóz, Editora Mandarim, 2a Edição, (2002).
[8] M. Kaku, Hiperespaço, Editora Rocco LTDA, 1a Edição, (2000).
[9] A. Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo, Editora EME, 1a Edição, (1996).
[10] L. M. Krauss, Scientific American, 280, p. 35 (1999).
[11] C. J. Hogan, R. P. Kirshner e N. B. Suntzeff, Scientific American, 280 p. 28 (1999).
[12] G. J. Maclay, H. Fearn e P. W. Milanni, European Journal of Physics, 22, p. 463 (2001). Para uma revisão histórica do efeito Casimir o leitor é referido à: D. L. Andrews e L. C. D. Romero, European Journal of Physics, 22, p. 447 (2001).
[13] S. Thomas, Physical Review Letters, 89, p. 081301 (2002).



Artigo publicado na Revista FidelidadESPÍRITA Novembro 2003

Agradecimentos
O autor gostaria de agradecer ao Prof. Sylvio Dionysio de Souza, à Profa. Maristela Olzon de Souza e ao Prof. Silvio S. Chibeni pela leitura crítica deste compuscrito e por valiosas sugestões e discussões.

 
TITLE AND ABSTRACT IN ENGLISH
 
The universal fluid and the cosmological theories Abstract
Some recent astronomic observations have brought new insights about the behavior of the universe. The usual cosmological theories do not explain these observations suggesting new ideas. In this paper we compare the consequences of these observations with an affirmative made by the spirits in the 27th question of the Spirit’s Book. Following the spirits, one of the properties of the universal fluid could, in my point of view, be a key for the solution of the new question about the universe. We present a brief historic about the origin of the cosmological models and the facts that could confirm my proposal.
 


KEYWORDS: Universal fluid; Material element; Cosmology; Cosmological constant; Casimir’s effect.

 
 Publicado pelo A ERA DO ESPÍRITO com a autorização do autor.



(*)  Prof. Dr. Alexandre Fontes da Fonseca
UNESP, campus de Bauru, SP.

Físico formado pela Unicamp onde também realizou os cursos de mestrado e doutorado. Realizou pós-doutoramento no Instituto de Física da USP, NanoTech Institute e no Department of Materials Sciences and Engineering of The University of Texas at Dallas. Atualmente, é professor de Física no Departamento de Física da Faculdade de Ciências da Universidade Estadual Paulista (UNESP), Campus de Bauru, SP. É cientista, físico e espírita."

Fonte: A Era do Espírito - clique aqui para conferir

Publicação autorizada pelo autor, por e.mail