quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

POR NÃO ACREDITAR NO JUÍZO FINAL, DESENTERROU UM CADÁVER E O JULGOU.







Luiz Carlos Nogueira








Por Jean-Paul Laurens (1870), atualmente no Museu de Belas Artes de Nantes.






Formoso, nascido em Óstia,  Itália, não obstante ter sido excomungado quando ainda era cardeal, por  João VIII, sob o pretexto de ter coroado Arnulfo como rei da Itália (que depois foi imperador da Alemanha), conseguiu por sua enorme influência, ser eleito o 111º Papa, em 6 de outubro de 891.

Porém Após a sua morte  em 4 de abril de 896, por volta de  janeiro de 897, o Papa Estêvão VI, mandou desenterrar que o cadáver de Formoso, que o antecedeu no papado, determinando aos seus subalternos, que o vestissem com os seus paramentos do pontificado, e depois fosse levado para ser submetido a julgamento perante o chamado Sínodo do Cadáver, sob a acusação de ter sido excessivamente ambicioso para conquistar o cargo de Papa, de sorte que todos os seus atos deveriam ser declarados nulos.

Na verdade isso foi uma vingança de Estevão VI, pois tamanho era o seu ódio contra Formoso. Assim o cadáver foi submetido a intenso interrogatório, e quem respondia por ele era um clérigo, que aterrorizado confessava todas as suas aventuras e intrigas, todos os seus supostos crimes previstos no direito canônico.

Por fim, o cadáver foi despido das vestes pontifícias que já estavam grudadas às carnes putrefatas e fétidas, sendo que os dedos da sua mão direita foram amputados, dizendo-os indignos de haverem abençoado o povo. Terminada a horrenda cerimônia que privou o morto da sua dignidade, seu corpo foi entregue à turba ignara que o jogou no rio Tibre.[1]

Eu imagino (risos) que o Papa Estevão VI, decerto que não confiava ou não acreditava no Juízo Final, para que se encarregasse de julgar Formoso, preferindo, por isso, realizar a sua vigança enquanto era vivo.




[1] Igreja: Carisma e Poder/Leonadro Boff. — 3ª Ed. — Rio de Janeiro: Record, 2012. Pag. 401

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

AFINAL, EXISTE A COMUNICAÇÃO COM OS ESPÍRITOS ASSIM COMO OS FENÔMENOS ESPIRITUAIS?












Por Luiz Carlos Nogueira








O ser humano pode interagir com o mundo espiritual? Isso é apenas uma invenção dos espíritas? Há de fato fenômenos espirituais, tais como: a precognição, a vidência, as profetizações, as comunicações pelo sonho, as curas pela imposição das mãos, as curas à distância, a transmutação, a psicografia ou escrita automática, a materialização dos espíritos, a levitação e o transporte de um lugar para outro, o arrebatamento, a telecinesia, a clariaudiência, a xenoglossia, a produção de luminosidade e a transfiguração, etc. etc? Que caminhos podem nos conduzir a essas conclusões? Será a Bíblia Sagrada dos Cristãos (*) a portadora dessas respostas?

Segundo a reportagem contida no vídeo postado no Youtube, mostrando o museu das almas do Vaticano e as entrevistas com sacerdotes que dele participaram —  parece que sim.

        Pois bem, em busca dessas respostas é que me pus a explorar esse livro milenar, que as confirmam, pelos vestígios e evidências que são consideradas verdades da palavra de Deus, não obstante o Concílio de Laodicéia, celebrado no ano 364, ter suprimido 68 dos 72 evangelhos existentes, restando apenas os 4 usados hoje pelos católicos. Assim, sendo a Bíblia, a palavra de Deus para todos os que acreditam nela, poderia ser entendida de outra forma? Nem eu estou inventando o que está escrito.

Comecemos, pois, a análise:

1.) Para os  mais familiarizados com o Evangelho de Jesus, segundo Lucas 9:7-8-9, encontramos a informação de que “o tetrarca Herodes ouvia tudo o que se passava, e estava em dúvida, porque diziam alguns que João ressuscitara dos mortos; e outros que Elias tinha aparecido; e outros que um profeta antigo havia ressuscitado; e disse Herodes: A João mandei eu degolar: quem é pois este de quem ouço dizer tais coisas? E procurava vê-lo.
       
 A questão semântica do verbo ressuscitar deve ser levada em consideração sob a ótica racional, lógica, que não contrarie as leis da química e da física, pois ressuscitar significa fazer voltar da morte à vida. Assim, não é possível haver explicação de que uma pessoa morta há muitos anos passados, possa reviver senão ressurgindo na carne, reencarnando em outro corpo que não aquele desfeito na terra, argumentam os partidários da doutrina  reencarnacionista.

2.) Em Joel (2;28) encontramos as afirmações : “vossos filhos e vossas filhas profetizarão” - Isto é precognição ?
Logo em seguida lemos : “os vossos velhos serão instruídos por meio de sonhos” - Quer dizer comunicação pelo sonho ?
E por fim está escrito : “os vossos mancebos terão visões” - Significa isto vidência ?     

Vamos para os Atos dos Apóstolos (2:17) e lá está repetindo conforme Joel no Velho Testamento, confirmando esses mesmos dons espirituais.

Sigamos o rastro de Mateus (1:20 e 2:12) e veremos a revelação ou comunicação pelo sonho.

3.) Em Atos dos Apóstolos (19:11, 12), constatamos o fenômeno da cura por meio de objetos magnetizados, pois, pela mão de Paulo, até os lenços e aventais que ele aplicava aos enfermos, curava-os e expulsavam deles os espíritos.

4.)  Vamos encontrar em Lucas (14:2,4), Marcos (3:2,5 - 7:32 a 35 - 8:22 a 25) e Mateus (8:2,3 -20:30 a 34), a cura pela imposição e pelo toque das mãos, do homem hidrópico, do que tinha a mão mirrada , do leproso , do surdo e gago de Decápolis , do cego de Betsaida e do cego de Jerico.

5.)  Jesus segundo Mateus (10:8) e Lucas (9:2 e 10:9) estimulava a paranormalidade dos seus apóstolos para curar os enfermos, expulsar os maus espíritos, sem nada cobrar porque receberam de graça os seus dons.       

Essas curas operadas por seus apóstolos, como a do homem coxo à porta do templo, e do que havia nascido coxo, estão registradas em Atos dos Apóstolos (3:1,8 e 14:8,10). É bom que se diga ainda que no Velho Testamento está escrito que Eliseu curou  Naamã de lepra (II Reis, 5:14).

6.) Ainda encontramos referência da cura à distância, segundo Mateus (8:5,13) e ainda segundo João, operada por Jesus no criado paralítico do Centurião de Cafarnaum e no filho de um régulo.

7.) O fenômeno da transmutação é visto em João (4:46), quando Jesus transformou a água em vinho.

8.) A questão da psicografia ou da escrita automática, está referida em II Crônicas (21:12), quando o Rei Jorão recebeu uma comunicação escrita pelo espírito do profeta Elias.

9.) Em Daniel (5:5) temos registro de uma materialização parcial de um espírito quando apareceu a mão de um homem escrevendo na parede do palácio, durante um banquete de mil pessoas, oferecido pelo Rei da Babilônia. Um anjo materializou-se totalmente  aparecendo para Manué e sua mulher, conforme está escrito em Juízes (13:20). Jesus mesmo materializou-se em várias oportunidades para os seus discípulos (24:15,16,29,31).

10.) Encontramos também o fenômeno da levitação e do transporteem Ezequiel (3:14,15) em que o profeta levitou e foi transportado de um lugar para outro, indo ao cativeiro, a Tel-Abibe, junto ao Rio Quebar, ficando ali sete dias pasmado no meio do que lá moravam. Eliseu faz flutuar o ferro de um machado que havia caído n’água do Rio Jordão (II Reis, 6:6) numa clara demonstração da paranormalidade de efeitos físicos. Outro caso de arrebatamento está escrito em Atos dos Apóstolos (8:39) em que Felipe foi transportado a distância. Também é relatado em Mateus (14:25 a 32), em Marcos (6:48 a 51) e em João (6:19 a 20) o episódio de Jesus caminhando sobre as águas do mar, logicamente levitando. Na segunda epístola de Paulo aos Coríntios (12:2) está  escrito : “Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo não sei, se fora do corpo não sei: Deus o sabe) foi arrebatado até o terceiro céu.” “3. E sei que o tal homem (se no corpo, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe).” “4. Foi arrebatado ao paraíso: e ouviu palavras inefáveis, de que ao homem não é lícito falar.”

11.) Como exemplo dos efeitos físicos de transporte ou telecinesia, achamos escrito em I Reis (19:5,6, na tradução de João Ferreira de Almeida), que o profeta Elias recebeu alimentos e uma botija de água no deserto, colocados à sua cabeceira, por um anjo.

12.) A clariaudiência também é um fenômeno paranormal registrado na Bíblia em Lucas (3:22), quando ouviu-se a voz do mundo invisível no momento do batismo de Jesus. Em João  (12:28) quando Paulo ouve uma voz do além anunciando que Jesus é glorificado.  Paulo também ouve a voz de Jesus na entrada de Damasco : Saulo, Saulo, por que me persegues ? Assim está escrito em Atos dos Apóstolos (9:4).  Em Êxodo (19) há todo um relato de que Moisés ouvia a voz de Deus. Um caso de clauriaudiência coletiva está contida em Números (11:25), em que setenta anciãos ouviram a voz do Senhor, quando o espírito repousou sobre eles que profetizaram naquele momento.

13.) Os fenômenos paranormais da luminosidade e transfiguração, achamo-los em Mateus (17:1,2), em Marcos (9:1:33) e em Lucas (9:28,36) quando os três apóstolos se maravilharam diante dos efeitos luminosos da transfiguração de Jesus. Em Atos dos Apóstolos (2:3) os apóstolos viram as línguas de fogo descendo sobre a cabeça de cada um deles. No Livro de Neemias (9:12,19)  fala-se na nuvem e na coluna de fogo. O resplendor da luz é vista por Paulo antes da sua conversão, conforme Atos dos Apóstolos (9.3). Está em Êxodo (34:29,30) que a pele do rosto de Moisés resplandecia após sua descida do monte Sinai.

14.) O fenômeno psicofisiológico do transe, está em Daniel (8:18) em ele ouvindo a voz de um homem, caiu com o rosto na terra adormecido em transe hipnótico. Paulo caiu em transe no caminho de Damasco (9:3,4,8). Abrãao caiu em profundo sono, como achamos em Gênesis (15:12).

15.) O Exorcismo e a possessão espiritual está presente em Lucas (8:29), Marcos (5:8) e Mateus (8:28 e  9:34), quando Jesus na terra dos gadarenos, de fronte da Galiléia, expulsou um espírito que possuia a um homem.

16.) A paranormalidade da adivinhação e predição do futuro, está também relatada na Bíblia II Reis, (6:12), em que Eliseu  adivinhou os conselhos do rei da Síria e quando predisse a abundância de víveres (7).  Há evidência também de que José adivinhava usando um copo, pois assim está em Gênesis (44.5). Daniel era tido como o príncipe dos magos (Daniel 4:8,9) porque nenhum segredo lhe podia ser ocultado.

 17.) A explusão de espíritos pela música tem referência em I Samuel (16:23), em que David tocava sua harpa, para que o espírito mau se afastasse do rei Saul.

                             
               
 Nota: Bíblia pesquisada: tradução de João Ferreira de Almeida (*).


Museu das Almas - Vaticano – Vídeo do Youtube


domingo, 16 de dezembro de 2012

O FIM DO MUNDO – respondendo a um e.mail que recebi













Por Luiz Carlos Nogueira








Puxa! Até que eu queria que acabasse mesmo, só assim talvez reapareceria uma nova forma de vida mais inteligente, que poderíamos, quiçá, chamá-la de NOVO SER HUMANO, que não fosse egoísta, consumista, guerreiro e dominador. Um novo ser humano que não fosse nem capitalista e nem comunista; que não fosse cristão católico romano ou ortodoxo, evangélico de todas as denominações, nem maometano, budista, xintoísta, etc..etc. Que não fosse fundamentalista religioso. Aliás, o ser humano é uma espécie arrogante e burra, pois, alguns dessa espécie estão construindo abrigos e estocando alimentos, guardando dinheiro (para que eu não sei, porque se o mundo acabasse mesmo, não sei se na cantina do diabo seriam aceitos dólares, euros, real, etc. - porque o diabo nunca compra nada - ele faz trocas - sua alma em troca de.....-kkkkkkk). Em qual boutique a madame iria comprar seus vestidos e outros adereços de marca? Marca "capeta" kkkkk. Áh! Terrinha!! Seus habitantes sempre gostaram de cheiro de sangue nas arenas (antes eram os gladiadores romanos), hoje são as lutas brutais nos ringues, futebol americano, futebol à brasileira, inglês, italiano,etc.etc., todos aparatados para sentir o cheiro de suor compensado pela "grana preta" sem muito exercício mental, ainda produzindo as torcidas organizadas, quem sabe, reencarnações dos antigos gladiadores romanos, sedentos de sangue e movidos pela fúria descontrolada. Áh velha Terrinha que produz diferenças extremas como Dubai e a miséria africana. Tudo por interesse dos dominadores com os olhos voltados para as formas de exploração do homem, quase sempre travestidas de ajuda humanitária. Se buscarmos na história bem registrada, observaremos que a política sempre foi prostituída e sempre viveu de abraços com as religiões que dominam cada parte do mundo. Os interesses se mesclam. ENTÃO, BEM-VINDO O FIM DO MUNDO PARA ESSE TIPO DE GENTE. Fim do mundo é a morte de cada um. Uma coisa que eu acho interessante é que até hoje eu não vi ninguém brigando por causa do diabo. Pode-se ver religiosos e ateus brigando por causa de Deus. Todo mundo diz o que acha que Deus quis, quer e pensa, assim como o que fez e faz (essas pessoas decerto sabem mais do que Deus ou então advinham o Seu pensamento). Aí o diabo não será responsável pelo fim do mundo, quem será responsável será Deus mesmo, afinal não foi ele que criou este brinquedo chamado Terra? Coitado de Deus! Por que é que a parte ruim da coisa não fica a cargo do “cramulhão”?.
Voltando à questão do diabo, parece que Deus das antigas escrituras (de todas as religiões), sempre tomou o lugar o diabo, protegendo os exércitos que trucidavam os povos que lhes eram antipáticos. Era Deus de matava, massacrava, etc. etc. e o diabo sempre ficou de lado, tipo urubu só esperando a carniça para encher a pança. kkkkkkk. De fato o Planeta Terra está precisando ser reciclado, pois se o pecado tivesse cor (preta, por exemplo), não haveria rios, ventos, etc., suficientes para serem utilizados para produzir energia elétrica que pudesse iluminar a escuridão do pecado.
Então quando estiver se aproximando o dia do fim do mundo, corram e não olhem para traz, para não virarem uma estátua de sal como aconteceu com a mulher de Ló. Aqueles que construíram abrigo subterrâneo que se cuidem, pois vocês poderão (se ocorrem superaquecimento na Terra) ser assados à moda peru de Natal, envoltos em papel laminado. Kkkk. Se houver o degelo, as águas apagarão o fogo, mas vocês morrerão afogados, pois ninguém lembrou de construir um sistema tipo caverna do Batman, para sair dela num tipo Bat Arca de Noé, Bat Avião. Ah! Sei lá...Bat qualquer coisa! Se não criou essas coisas, você vai morrer insignificante criatura, inquilina dessa Terra, também insignificante poeira cósmica perdida na imensidão do universo!
A turma do “mensalão” decerto está torcendo para o mundo acabar agora em dezembro de 2012.  Os “caras” são tão maléficos que preferem ver o mundo acabar, só para o Ministro Joaquim Barbosa sumir do mapa do Brasil (não posso deixar de registrar aqui, minhas homenagens para esse grande brasileiro – Joaquim Barbosa – muito obrigado da minha parte), tenho que fazer isso agora, senão perco a oportunidade, afinal o mundo vai acabar. Kakakakakaka (agora a minha risada está gorda, eu só estava rindo com um k de cada vez. Adicionei o A).
Puxa! Que bom que o mundo vai acabar! Vamos ficar livres do PT, PMDB, PSDB, e de todos os demais partidos nanicos. Vamos ficar livres de gente que defende a liberação das drogas, de gente que não trabalha e vive às custas de quem trabalha e paga impostos. Vamos ficar livres das religiões e seus representantes que exploram os ignorantes, que pagam para barganhar com Deus e não terem suas almas confiscadas pelo diabo.
Ah! Antes que eu me esqueça, disse o profeta que Rosemeire terá que fazer um parto cesariano, para evitar o fórceps. Se não for assim, não haverá tempo do seu bebê ser trazido à luz.
Bom, chega de falar no fim do mundo, porque senão vai ter gente que ficará sem dormir até lá.
Desculpem-me porque não tive tempo de revisar o texto. Se ocorreu algum erro de grafia, concordância, etc., passem por cima. Senão o meu recado não chegará a tempo. Kakakakakaaka.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Minha caminhada



 
 
 
Já andei mundo afora, refiz caminhos, diminuí as passadas quando foi preciso parar. Amei a vida em doses homeopáticas, realizei planos, sonhei com o melhor para a espécie humana, mas confesso que nem sempre fui feliz. Já fui idealista, sofri desenganos, sobrevivi às intempéries quando muitos nem acreditavam mais em mim. Hoje, aqui no meu canto calado, sinto-me como se eu fosse a madrugada que se despede de nós sem ser notada. E assim, caminhamos a contemplar mais pores do sol. Neste momento, envolvido nesta minha introspecção, mais que ninguém eu gostaria de receber mais abraços, de contemplar mais olhares, de recontar estrelas e investir em novos sonhos, ignorando finalmente a despedida que para mim se oferece sorrindo.
Foto de Ézio José da Rocha - 03-12-2012



  
Obs: Este texto foi postado pelo meu amigo Ézio, no Facebook, de onde foi retirado, e o título foi por conta deste blogueiro. Não sei quem é o autor.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

A voragem do tempo










Luiz Carlos Nogueira











Aurélio Augustinus (Agostinho  de Hipona, Bispo de Hipona) o Santo Agostinho, assim considerado pelas Igrejas Católica Romana e Anglicana, e também um importante teólogo e doutor dessas Igrejas, em um dos seus livros mais conhecidos — Confessiones[1], quando indagado — “Que é, pois, o tempo?” Disse: “Se ninguém me pergunta, eu sei; mas se quiser explicar a quem indaga, já não sei.” (p.268)


“Contudo”, dizia ele: “afirmo com certeza e sei que, se nada passasse, não haveria tempo passado; que se não houvesse os acontecimentos, não haveria tempo futuro; e que se nada existisse agora, não haveria tempo presente. Como então podem existir esses dois tempos, o passado e o futuro, se o passado já não existe e se o futuro ainda não chegou? Quanto ao presente, se continuasse sempre presente e não passasse ao pretérito, não seria tempo, mas eternidade. Portanto, se o presente, para ser tempo, deve tornar-se passado, como podemos afirmar que existe, se sua razão de ser é aquela pela qual deixará de existir? Por isso, o que nos permite afirmar que o tempo existe é a sua tendência para não existir.”

Aristóteles[2] definiu o tempo, dizendo:“O tempo é o número do movimento conforme o antes e o depois”(p.219b). Para ele, o tempo é causador da destruição, mas que, todavia e também, não é por acaso que ele (o tempo) poderia ser causa de criação e de ser (págs. 221 a, e 221b)

Os filósofos realistas defendem a existência do tempo separadamente da mente humana. Já os filósofos anti-realistas, mais específicamente os idealistas negam, duvidam ou se opõem a tal existência separada. A exemplo destes últimos, está incluído Immanuel Kant, (filósofo idealista), que nega a realidade do tempo[3]. Para ele, o tempo é uma noção a priori que não designa nada além de determinada característica do nosso modo humano de receber informações através dos sentidos.

Embora Kant tenha afirmado: "claro que o tempo é algo real [...]", no entanto, nega a realidade do tempo quando se discute entre realismo e anti-realismo a respeito do tempo. Assim na frase completa, Kant deixa o caráter mental do tempo mais evidente, ou seja, que o tempo inexiste fora da consciência: "Claro que o tempo é algo real, a saber, a forma real da intuição interna" (B53). Assim, não é dessa maneira que os realistas dissertam sobre a realidade do tempo. Os filósofos realistas discordam de Kant quando se completa logo a seguir da passagem acima citada, de que "o tempo nada mais é que a forma da nossa intuição interna" (B54). Para os realistas o tempo é mais do que isso, é algo que existe independente de nós humanos (da nossa elaboração mental) e da nossa "intuição interna".


Dizia Kant, que: O tempo, que não é senão uma condição subjetiva de nossa intuição geral (sempre sensível, quer dizer, só se produz quando somos afetados pelos objetos), considerado em si mesmo e fora do sujeito, não é nada. É, não obstante, necessariamente objetivo em relação a todos os fenômenos, e por conseguinte, também a todas as coisas que a experiência pode oferecer-nos. Não podemos dizer: todas as coisas existem no tempo, porque, no conceito de coisas em geral, faz-se abstração de toda maneira de intuição dessas coisas e sendo esta propriamente a condição pela qual o tempo pertence à representação dos objetos.” (excerto da versão eletrônica traduzida por J. Rodrigues de Merege, Créditos da  digitalização: Membros do grupo de discussão Acrópolis (Filosofia) Homepage do grupo: http://br.egroups.com/group/acropolis/).


Segundo Pierre Eugène Roy, em seu artigo “Centros Temporais no Homem”[4], não se atribui ao tempo nenhuma realidade externa. E ainda acrescenta que, o tempo é a medida ou duração da consciência (págs. 346, 347).


Todavia, como explicar a voragem do tempo ou sua ação sobre todas as coisas materiais existentes no mundo, inclusive o ser humano? Por acaso fora da consciência humana o tempo não existe e não age? Como explicar a evolução das espécies sem o transcurso do tempo, que possa ser percebido pela consciência? Assim como o tempo (considerado dependente da nossa consciência), pode o som não existir se por acaso todos fossem surdos? Ora, o som uma vez produzido existirá num determinado lapso de tempo, independentemente de alguém ter consciência dele, ou ter ouvidos capacitados para ouvi-lo.


Eis como vemos nas fotos, a ação do tempo sobre o velho reboque abandonado, apodrecendo e se desmanchando, por ter sido deixado exposto à luz do sol e às chuvas, ao relento, por muito tempo ou muitos anos.


Portanto, no mundo físico (material) o tempo é uma realidade necessariamente percebível e mensurável.


Esta era uma casinha de adobe* coberta de telhas,



que foi consumida pelo tempo e ficou assim:



 (a.do.be, a.do.bo)  [ô] * (conforme o Dicionário Caldas Aulete)

sm.
  1  Tijolo de argila seco ao sol, às vezes misturado com palha para ganhar mais resistência



[1] Confissões - Editora Martin Claret, São Paulo-SP, 2002.
[2] Física – vol. IV, Tratado do Tempo, Paris, Kimé, 1995.
[3] Crítica da Razão Pura, em Victor Civita (ed.), Os Pensadores: Kant, São Paulo: Abril Cultural, 1983, trad. Valério Rohden e Udo Baldur Moosburger.
[4] Obra Coletiva “O Tempo”, 1ª Edição em Língua Portuguersa, publicada pela Ordem Rosacruz Amorc, 2010.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Não Ofereça Sabedoria a Quem Só Pode Pagar com Ignorância - Por Max Gehringer




de:
 Marco Silva massilwal@gmail.com
para:

cco:
 lcarlosnogueira@gmail.com
data:
 22 de novembro de 2012 12:10
assunto:
 Fwd: Não ofereça sabedoria a quem só pode pagar com ignorância.]
enviado por:
 gmail.com
assinado por:
 gmail.com


Não Ofereça Sabedoria a Quem Só Pode Pagar com Ignorância


 *Um rato saiu de manhã para trabalhar e no caminho cruzou com um caracol.  Muitas horas depois, após um dia exaustivo em que teve que batalhar  arduamente para caçar sua comida e escapar de seus predadores, o rato  retornou exausto. E notou que o caracol não havia se movido mais que dois  metros.

 O rato parou e comentou que se sentia compadecido pelo fato de o caracol   ter uma vida tão monótona, tão sem emoções, enquanto ele, rato, conseguira  viver, em apenas um dia, aventuras que o caracol não viveria em toda  existência.

 "Emérito rato", disse o caracol, "como tenho bastante tempo para observar  e refletir, permita-me oferecer-lhe alguns dados comparativos entre nossas  espécies, que talvez possam ajudá-lo a rever o seu ponto de vista.  Caracóis têm casa própria e ratos são escorraçados de todos os lugares  aonde chegam. Caracóis vivem em jardins e ratos, em esgotos. O alimento  dos caracóis está sempre ao alcance, enquanto ratos precisam caminhar  horas e horas para encontrar comida. Por isso, caracóis podem passar o dia  apreciando a natureza, ao passo que ratos não podem se descuidar nem por  um segundo. E não por acaso, caracóis vivem cinco anos. Dois a mais que os  ratos."

 O rato ouviu a tudo atentamente. Ponderou que o caracol tinha razão em  tudo o que havia dito e, com uma violenta pisada, esmagou o caracol contra  o chão.

 Felizmente o solo era fofo o suficiente para que o caracol sobrevivesse.  Mas ele aprendeu uma pequena lição que lhe seria útil pelo resto da  carreira. Por mais razão que você tenha, nunca tente provar a alguém que  se acha o máximo, que ele não é nada daquilo. Porque não há negócio pior  do que oferecer sabedoria a quem só pode pagar com ignorância.


* Recebi esta fábula por e.mail, repassada pelo meu amigo Marco Antônio S. Silva. Pesquisei e encontrei o nome do autor que é Max Gehringer, e que pode ser confirmado neste link: http://www.siticopmg.org.br/max_gehinger/max_2012/max_167.html

 Obs: Este é um verdadeiro ensinamento que recolho para mim, porque é tão claro como o dia.